Terça-feira, 16 de Outubro de 2007
Como sobreviver a esta Igreja?

Em entrevista ao Noticias Magazine, a 5 de Outubro, Monsenhor Luciano Guerra, reitor do Santuário de Fátima, profere um conjunto de afirmações que no mínimo são insultuosa para todas as Mulheres.

Passo a citar: «NM- Na sua opinião uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se? Resposta - Depende do grau de agressão; NM - O que é isso de grau de agressão? Resposta - Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos; NM - Então reformulando a questão: agressões pontuais justificam um divórcio? Resposta - Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso e gravidade suficiente para deixar um homem que amava.»

Transcrevo apenas uma pequena parte da preciosidade que é esta entrevista.

E pergunto: Como podemos ser em consciência católicos perante uma Igreja como esta?

Monsenhor Luciano Guerra fala ainda do divórcio, do aborto, do mal que a presença das jovens junto dos rapazes que tem como consequência a falta de aproveitamento!

Em pleno Século XXI, no momento em que se vive uma crise real de valores, de esperança, uma procura da palavra redentora, venha ela de onde vier, num momento em que a humanidade se vê confrontada com guerras, atentados e lutas fratricidas em nome de um Deus, como compreender o obscurantismo destas afirmações?

Como justificar a nós mesmos ser Católicos perante tal Igreja?

in Destak 16.10.07



publicado por Luísa Castel-Branco às 10:40
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25 comentários:
De Filomena a 16 de Outubro de 2007 às 13:53
Que bom encontrar um blog da Luisa!!!Somos suas fãs.Tambem por isso gostava que visse o nosso blog!!!www.bonecasdepanodafilo.blogspot.com
Obrigada e aparece mais na tv!!


De João Cordeiro a 16 de Outubro de 2007 às 14:17
Luisa,
julga mesmo que a Igreja avançou no tempo?
Eu penso que não.
Sim… sei que sempre houve na história do mundo, guerras, e a maior parte delas tinham um sabor de religião.
Em nome da dita mataram-se crianças, velhos, novos, enfim, tudo o que poderia ser bastião para confronto de crenças e que eventualmente abalasse quem estivesse no poleiro.
Hoje em dia ainda temos comportamentos atitudes de pós guerra dos anos cinquenta.
A sociedade cria e gere as suas próprias regras para não ser atacada, esquecendo que tudo isto é feito pela cabeça e mão do homem com as suas limitações e falhas. Entretanto, andamos desesperadamente a comprar terras, casas, carros… um sem número de coisas que com certeza se levássemos connosco os espíritos teriam muita dificuldade em arranjar espaço para tudo.
Fui educado pela “religião católica” e hoje em dia confronto-me com verdades menos precisas acreditando que a natureza existe por si só, sem ter necessidade de ter um Deus que não se vê, punitivo e ambicioso e com muitos vícios e distorcido!
Por exemplo, a certa altura, consegui “explicar-me” o mistério da Santíssima Trindade; Eu sou o Pai, Filho e o Espírito Santo.
Todos nós somos pais, filhos e espíritos santos, cada um à sua medida.
Depois, tentei perceber porque é que a Igreja Católica se assume como única e absoluta quando nada disso é real.
Partindo do princípio que as traduções são falíveis e traduzir aramaico ou idiomas parecidos são passíveis de levar a interpretações erradas, a pobre mãe de Jesus “engravidou virgem, dando à luz virgem…”. Obviamente que deve ter tido dores horríveis e certamente com o estigma de ninguém acreditar. Por estranho que pareça nenhuma personalidade se lembrou ainda de a definir padroeira das mães solteiras ou pioneira do princípio de inseminação artificial.
Se é verdade que este tipo de religião apedrejava as mulheres que não fossem puras e castas, Maria teve muita sorte em ter encontrado um tal José que aceitou toda a história, sem qualquer tipo de pudor ou interpelação. Segundo se diz claro...
Já pensaram se alguém falasse: ”que somos feitos à imagem e semelhança de um Buda, Alá, Júpiter ou qualquer outra divindade?”
Certamente que não aceitaríamos de bom grado, mas aceitamos com júbilo o mesmo em relação a um Deus que não conhecemos e que tanto é homem como mulher.
Em nada é diferente com as outras divindades e consequentemente com o que daí advém.

Um abraço


De Luar_Amigo a 16 de Outubro de 2007 às 14:43
Menina Luisa, eu só pergunto uma coisa:

- Como é que alguém que não tem experiência matrimonial e que, certamente, se diz devoto a Deus, se pode dignar a dar este tipo de respostas???!!
Acho que os ditos representantes de Deus, ultimamente, têm vindo a deixar cair cada vez mais, a máscara de que sempre foram portadores. Na sua grande maioria, são exemplo de falsos moralismos, tal como refiro num dos meus Posts (Falsos Moralismos)....

O que vale, é que a minha fé é em Deus e não nesses "infelizes" vestidos de branco que pregam a moral e os bons costumes que me têm vindo a indignar cada vez mais.
Enfim. Como costumo dizer: Bater é pouco, matar é muito. Mais vale deixar andar....

Bjnhs :)


De In a 16 de Outubro de 2007 às 19:16
O resultado só pode mesmo ser o afastamento das pessoas da Igreja... e a crise das vocações...


De Fatyly a 16 de Outubro de 2007 às 20:09
Eu li a entrevista e é por estas e por outras, que sendo católica acredito no que acredito, mas longe, muito longe de vários ideais defendidos pela Igreja Católica.
Esse Monsenhor nem sequer merece qualquer palavra minha, como não aprovo a Basílica dos 80 milhões que poderiam ter outro uso.
Gosto de a ouvir e sempre que aparece lá estou eu e va muito bem como júri da casa do Amor:)
Um beijo sincero


De Anónimo a 16 de Outubro de 2007 às 20:43
Já estou farto de ver e a ver sempre em destaque nos blogs sapo e na página inicial do sapo. Basta existem outros blogs com muita mais qualidade. PORRA BASTA.


De Catarina a 16 de Outubro de 2007 às 23:16
Sei que a Luísa (permita-me que a trate assim) não precisa de advogada de defesa, mas é impossível ficar indiferente a comentários como o do/a anónimo/a que escreveu antes de mim.
Este blog aparece como destaque, sim, mas só entra nele quem quer. Se não quer e não gosta, não entre!
Não leia! Não visite!
Haja pachorra!

E agora o meu comentário ao seu blog (e aos textos que leio diariamente no Destak e aqui mesmo), só uma palavra para classificar o seu trabalho, a sua capacidade de comunicar e transformar sentimentos e emoções em palavras e a sua sensibilidade.
E a palavra é FANTÁSTICA!
Gosto imenso de a ler.
Parabéns e pf, nunca deixe de nos presentear com as suas palavras.
Um beijinho para si.


De Diogo a 17 de Outubro de 2007 às 04:23
sem comentários


De Segredo a 17 de Outubro de 2007 às 09:54
Não é à toa que cada vez mais pessoas se afastam da igreja, especialmente os jovens que se sentem perturbados perante a falta de sensibilidade para serem entendidos e para serem ajudados por uma instituição cada vez mais arcaica. Jesus se viesse novamente à terra com toda a certeza iria ao encontro dos jovens, e não os criticaria! Quando ao assunto em destaque é claro que a mulher ainda é vista como um ser inferior, o que a igreja sempre fez e pelo visto sempre fará !! Até quando.


De a 17 de Outubro de 2007 às 11:37
A Igreja não nunca vai evoluir, enquanto as mentalidades de quem a governa continuarem tacanhas. É revoltante o tratamento que a Igreja dá, e que sempre deu, ás mulheres...


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