Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
BREVES
Os primeiros dados disponíveis apontam para nova diminuição dos nascimentos em 2007. Pelo segundo ano consecutivo, o número de "testes do pezinho" cai de forma significativa: em 2006 foram analisadas 105.125 amostras de sangue de recém-nascidos; no ano que agora terminou não passaram de 102.095. De um ano para o outro, houve menos 3030.
in Publico 10.01.08
Enquanto andamos a discutir a construção do novo aeroporto, cujo custo total é de tal forma grande que não nos é possivel sequer imaginá-lo, quanto mais perceber, há noticias que passam despercebidas e que têm uma importância muito maior.
Veja-se esta, que dá conta de que o ano passado nasceram menos 3030 crianças em Portugal.
As consequências são óbvias. Quanto mais o pais envelhecer, menos futuro temos, menos capacidade de mudar.
As razões são igualmente óbvias.
Com a precaridade do emprego, o regime dos recibos verdes, o preço inconportavel de todos os bens, mais medicamentos, mais creches, etc, torna um mero sonho o ser Pai e Mãe nos dias que correm.
A pergunta que coloco, é se em vez de falarmos do novo aeroporto e do TGV, não seria muito mais urgente falar do apoio real à materidade, o aumento real das creches, a comparticipação do estado nas despesas que acarreta mais um elemento numa familia.
Daqui a muito pouco tempo, a Segurança Social deixará pura e simplestmente de existir porque no futuro, não haverá quem faça descontos.
Mas, o pior de tudo, é que um pais sem crianças, sem jovens, é um pais morto por antecipação


publicado por Luísa Castel-Branco às 12:23
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2 comentários:
De carla susana a 11 de Janeiro de 2008 às 13:30
Maternidade!! Eis um tema que me interessa bastante... Eu confesso que tenho 27 anos mas o relogio biológico ja esta a trabalhar a uns aninhos!!! Porque e que ainda nao concretizei? Por todos os motivos que enunciou no seu texto e mais alguns... Ter um filho significa despesas a subir e infelizmente com os ordenados que recebemos e com as ajudas que o estado oferece temos de pensar duas vezes ou tres!! Afinal cada vez que vamos ao super mercado já existe alguma coisa mais cara, e nisto estou a falar dos produtos essenciais para a barriguinha não roncar, porque nas outras coisas já começamos a cortar a algum tempo! Agora deram-nos o subsídio pre natal, o que eu acho optimo, mas o que fazer com cerca de 50 Eurinhos quando a consuta na médica custa 80, um simples teste para sabermos as probabilidades do nosso filho contrair trissemia 21 sao 120 (teste que já todos os medicos pedem), etc etc! Obrigada pois já é alguma coisa mas NAO CHEGA! ou o Subsídio familiar que sao vinte e poucos euros?! pois é ... um pacotao de fraldas custa isso e por vezes nao chega para uma semana!! afinal qual e o incentivo a maternidade no nosso pais??? NENHUM! Sem falar de todas as outras coisas necessárias para manter uma casa, nao passar fominha e dar tudo o que é necessário aos nossos filhos... isto e cada vez mais complicadoe apesar de ter decidido que este é o ano de concretizar o sonho de ser mãe, tenho consciência que vai ser necessário abdicar de muita coisa (como do casamento simples que queria ter, agora vai ser apenas um assinar de papeis e nada mais), e como já apertei o cinto nao sei quantas vezes, acho que vou simplesmente deixar de o usar... (os cintos sao caros para andar a fazer mais furos)! A ver se os governantes do nosso pais abrem os olhos e evitam que cada vez mais fujamos par outros paises onde as condiçoes são mais favoraveis à criação de uma familia, ou o nosso pais será um Lindo pais à beira mar sem crianças a correr de um lado para outro e a economia a descer cada vez mais, seremos um pais velho! e velhos sao os trapos!!
Beijos grandes e figas para que se evolua!
Carla Susana


De josgar a 16 de Janeiro de 2008 às 00:36
Em 2008 ainda subsistem tantas duvidas que a renovação das populações são naturalmente convenientes nos países ditos desenvolvidos, mas não esqueça-mos que na dita aldeia globalizada são muitos os países em que se reproduzem quase como ratos sem ofensa para os ditos e o resultado quando não ajudados no desenvolvimento dos meios subsistência o que acontece é serem dizimados pela fome ou então põem-se umas armas nas mãos com o fim há vista. Atenção uma questão é aquilo que interessa que políticos sirvam os grandes interesses outra não será a qualidade de vida criada ou não pelas as oportunidades ao dispor dos cidadãos na racionalização do desenvolvimento equilibrado ao serviço da sociedade. Não tenhamos duvida que as assimetrias são para que no desequilíbrio mais facilmente se manipula as populações.
Opinião de um ribatejano que deixou de ouvir as lavagens ao cérebro.


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