Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008
A Bordo do Alfa
Todas as semanas viajo de Lisboa para o Porto e vice-versa no comboio Alfa.
E embora a maioria dos passageiros sejam homens, também encontro mulheres.
Mas algo temos todos em comum: Quase 80% faz o percurso a trabalhar no seu computador portátil.
Para mim, que me recordo muito bem da minha primeira maquina de escrever, e mais tarde da excitação quando trabalhei na primeira máquina eléctrica que tinha um visor onde aparecia o texto e podíamos corrigir os erros antes de dar voltar a carregar no teclado e a máquina imprimir, batendo na fitinha azul e vermelha, faz-me pensar o quanto o mundo mudou e eu estive aqui a assistir!
Os telemóveis tocam, os olhares levantam-se do computador.
Na passagem pelo corredor, vêem-se as páginas em que cada um está a trabalhar, e entre folhas Excel e contratos jurídicos, talvez mais alguém além de mim responda aos emails e escreva um texto, como o faço neste momento, para um blogue.
E ai estamos nós a continuar num mundo que há poucos anos era ficção científica: ligo o modem e posso navegar e trabalhar como se estivesse em casa!
Existem muitas novidades, descobertas, chamem-lhe o que quiserem, que eu conheci já adulta e que modificaram o meu mundo e o de todos nós, na verdade.
É efectivamente, um “Admirável Mundo Novo”


publicado por Luísa Castel-Branco às 19:04
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7 comentários:
De lunavenus a 16 de Janeiro de 2008 às 19:23
Na verdade tem razão. Enquanto não posso comprar um portátil, se viajar de comboio não dispenso a leitura de um livro. Aquele hábito que depois de estar incutido em nós facilmente pode fazer esquecer o computador.

Cumprimentos


De Luísa Castel-Branco a 21 de Janeiro de 2008 às 16:13
O computador, como o telemóvel foi inventado para nos facilitar a vida, mas a maior parte das vezes só nos retira o descanso.
No meu caso, aproveito estas viagens para adiantar trabalho, porque continuam-me a faltar horas aos dias!


De Diogo a 19 de Janeiro de 2008 às 01:46
Não sei o que tem de admirável este mundo novo.

Aldous Huxley dixit


De Luísa Castel-Branco a 21 de Janeiro de 2008 às 16:29
Às vezes coisas óptimas outras nem por isso.
já entrei naquela fase da vida em que começa a ter saudades de muitas coisas dos tempos antigos!


De maria a 21 de Janeiro de 2008 às 15:06
Vivo na alemanha e de vez em qunado vejo a Rtpi.E por acaso vi a Senhora no programa "portugal no coracäo" a falar acerca de ser proibido fumar em locais publicos.Sinceramente näo gostei.Achei-a muito impertinente por näo aceitar a lei.Eu fumei durante muitos anos, mas hoje fumo um cigarro de vez em quando.Mesmo qaundo fumava, irritavamente, ainda em Portugal , quando demanha ia tomar um cafe e comer um bolo e quando ambos me sabiam a fumo , dado a pessoa ao lado fumar direito a mim.Eu nunca fiz isso.Essa lei, comecou a vigorar aqui desde Novembro toda gente aceitou com agrado, porque as pessoas respeitam-se.
Costumo ir a festas, restaurantes e ainda näo ouvi ninguem reclamar.Tudo aceitou, talvez uns mais do que outros...é provävel.Estou plenamente de acordo que tenham salas pröprias para quem queira fumar.
seja öptimista e aceite a lei, com educacäo, porque as comparacöes que fez foram muito infelizes.

SEJA FELIZ



De Luísa Castel-Branco a 21 de Janeiro de 2008 às 16:50
Agradeço o seu comentário e os votos de felicidade. Não posso argumentar quanto ao facto de me achar impertinente, mas posso e uma vez mais, explicar as tais razões que considera infelizes, e que me levam a ser contra esta Lei, nos termos em que foi publicada, e que já está a sofrer alterações.
Na verdade, aqui em Portugal e contrariamente à Alemanha , existem muitas pessoas que partilham da minha opinião e que inclusivamente estão a movimentar-se para que a Lei seja alterada.
Gostava de lhe explicar que sou totalmente a favor de uma Lei que obrigue os espaços comerciais a terem locais para fumadores e não fumadores.
É incompreensível que quem está acompanhado por crianças tenha que estar num espaço poluído , ou simplesmente, quem não fume ter que levar com o fumo dos outros.
Dito isto, o que me faz insurgir contra a Lei é o facto de NÃO HAVER espaços para fumadores.
É um atentado à minha liberdade e uma hipocrisia.
Porque eu sei que o tabaco faz mal, sei que quero deixar de fumar.
Mas não aceito ter que estar à chuva, rodeada de dezenas e dezenas de pessoas, como me aconteceu há dias no Centro Comercial das Amoreiras.
Por outro lado, toda e qualquer comparação entre os malefícios do tabaco para terceiros e as consequências para toda a comunidade do outro tipo de drogas, é uma pura mentira.
Só quem nunca passou pela situação de ter um familiar drogado, só quem quer fechar os olhos à prostituição pela droga e os roubos por falta de droga pode dizer tal coisa!
Assim, espero que no futuro o mundo seja efectivamente mais limpo, que a minha neta e a geração dela não fume e principalmente não se droguem e que as crianças com 12 e 13 anos que povoam a noite de Lisboa a beberem chots sejam mandadas para casa, porque a lei que proíbe a venda de álcool a menores já existe há muito tempo.

Volte sempre e tudo de bom para si.


De Patricia a 24 de Janeiro de 2008 às 22:56
Sei que o tema não é a lei do tabaco mas não poderia deixar de responder já que foi aqui lançado o tema e a própria Luisa o comentou. Concordo plenamente com o que a Luísa diz em haver um espaço para os fumadores. Eu não fumo, e nunca gostei de ter de ser obrigada a fumar em especial quando saboreava uma boa refeição. O maior mal deste país não reside nos fumadores e claro que há falhas na lei que devem ser revistas e espero que da mesma forma que estão a apertar com a lei do tabaco que o façam em relação a muitos outros problemas que este país tem.


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