Domingo, 29 de Junho de 2008
"Alma e os Mistérios da Vida" ou como eu não tenho forma de agradecer!

Luísa,
Adorei o seu livro "Alma e os mistérios da vida".
Sou mãe de uma menina de 7 anos. Antes de ficar grávida, eu não lia... devorava livros. Durante a gravidez perdi a capacidade de concentração e de certa forma o gosto pela leitura. Ultimamente só consigo ler os livros que de facto me despertam o interesse pela história que me contam ou pela forma como estão escritos. Quero dizer com isto, que em média leio um livro por ano, o que de certa forma me entristece, juro que faço muitas tentativas. O seu livro foi o 1º que consegui ler desde as férias do ano passado. Li o seu livro em 3 dias. Tenho que confessar que deixei muitas vezes as minhas obrigações para trás para o ler. Desde a 1ª página que ele me cativou. E este frenesi eu só senti em alguns livros como "O crime do padre Amaro" de Eça, O "Equador" de Miguel Sousa Tavares, "O Código Davinci" de Dan Brown, o "Alquimista" de Paulo Coelho ou "Diário" de Anne Frank, muitos parabéns, ADOREI.

 

Muito obrigada pelas suas palavras.

Destaquei o seu comentário, dos muitos que estou aqui a receber sobre o meu livro, como forma de agradecer a todos o carinho, o orgulho que sinto quando leio os comentários sobre ALMA.

Pode parecer estúpido, não sei se acontece com as outras pessoas que escrevem e sabem mais disto do que eu, mas sinto-me absurdamente frágil quando me falam do livro, quando penso no livro, quando tenho que falar sobre o meu livro.

Tive que o escrever porque a história, as personagens gritavam dentro de mim.

Mas tive e tenho medo de desiludir quem o lê.

Depois, quando li o seu comentário, recordei o tempo em que os meus filhos eram pequenos, e entre vários empregos, a lida da casa, o trabalho, eu tinha uma enorme dificuldade em conseguir ler um livro, encontrar algo que me prende-se a atenção do principio ao fim.

E sentia imensa vergonha porque sempre tinha sido uma leitora compulsiva.

Mas somos derrubadas pelo cansaço, físico e menta, e por isso foi tão lindo ler as suas palavras.

Do fundo do meu coração, muito, muito obrigada!



publicado por Luísa Castel-Branco às 10:13
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Noite de lua cheia

 

Dei comigo a outra noite, quando me disseste que me amavas, e nos enroscamos um no outro, embalados pela noite de luar, as noites de lua cheia são doces quando se chega a esta altura da vida, doze anos de pequenos e grandes gestos, dei comigo, dizia eu, a pensar o que será de mim no dia em que partires para sempre.
Chorei em silêncio, sei-me estúpida mas chorei, como se vale-se a pena sofrer pelo que um dia há-de ser.
Mas a vida deixará de fazer sentido, isso eu sei.
Porque tu és a continuação de mim mesma, acabas as minhas frases, suportas os meus silêncios ou as minhas tiradas de mau génio.
Porque só tu conheces o meu corpo desgastado, este corpo que aos 54 anos já sobreviveu a muitos sustos e não há espaço em mim para preocupações de estética antes medo de voltar a estar doente.
E mesmo assim, tu amas este corpo, amas-me de verdade porque realmente sabes quem eu sou e mesmo assim...
Chorei de mansinho, com a lua cheia a lamber a almofada, a minha mão a afagar os teus cabelos brancos e tu a respirares profundamente.
O amor, muito mais do que o sexo, as carícias e toque de pele é isto.
Uma noite de luar em que o medo de saber que um dia partirás me tira o sono e me faz chorar das saudades que vou ter de ti.
Ah! Quando partires uma boa parte de mim partirá também e por isso devo estar agradecida, meu amor.
Por ter conhecido este sentimento tal pleno, tão belo e quase sempre tão assustador.


publicado por Luísa Castel-Branco às 13:06
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Terça-feira, 24 de Junho de 2008
Nuvens no café
 

Engraçado, há anos que ando com esta expressão na minha cabeça, a saboreá-la como quem tem um caramelo na boca, e o desfaz bem devagarinho.

Sempre que penso em dias doces, dias de tranquilidade, vem me à ideia as tais nuvens no meu café, como se o leite ou as natas fossem pedaços que retirei do céu.

Coisa estúpida mas se pensarmos bem, são os momentos mais pequenos, os factos mais singelos que nos marcam a memória para sempre.

O cheiro do pão quente, o perfume da terra molhada quando a chuva cai sem ser esperada e depois desaparece como por milagre, o fragrância misteriosa da pele de uma criança, o sentir o cabelo molhado e levado pelo vento, o olhar que fixamos em alguém e que por razão nenhuma nos fica na memória para sempre, instantes apenas mas muitos anos passados são muitas vezes o que nos leva para o a terra do que já foi, do que já fomos.

Cada um de nós tem a sua própria colecção de recordações, de fotografias a preto e branco onde somos meninos de laços no cabelo ou calções pelo joelho e contudo, lembramo-nos perfeitamente do tecido grosso que nos tocava o corpo ou do cetim leve que roçava a face.

Para mim, num dia perfeito, ou num momento perfeito, vêem-me à cabeça uma chávena de flores coloridas e lá dentro, nuvens no meu café com leite!

Depois, fico parada a olhar para a minha neta, que nos seus fantásticos três anos apenas é capaz de sair a porta da minha casa, sentar-se na relva e dizer-me: Que belo dia avó!

E eu por ali fico a descobri-la e nem consigo imaginar quais irão ser as memórias da minha princesa.
A vida corre hoje muito depressa!

 

in Destak 24.06.08



publicado por Luísa Castel-Branco às 11:09
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Dificuldades, parolas e desabafos!
Ser mãe não é nada disto. Isto é a visão tonta de uma mulher que desconhece o significado de "dificuldades"... Cambada de parolas!
AD MATREM | 22.06.2008 | 18.51H
 

Tenho inúmeros comentários para responder, quer neste meu blog quer no Consultório e juro que era isso que estava a começar a fazer, quando fui fazer a minha visita diária ao Destak e aos comentários "on line" sobre a minha coluna.

Desde que descobri o mundo da Net, que todos os dias apreendo alguma coisa, e não deixo de me maravilhar com as possibilidades incríveis que a Net oferece.

Mas, há o outro lado. A coberto do anonimato, já tive no Destak on line comentários mais do que insultuosos, diria que surpreendentemente raivosos.

Fui lá buscar aquele que acima transcrevo, porque me pareceu exemplar.

Alguém, que nem eu nem todos os que leram ou aqui deixaram os seus comentários sobre este texto conhece o autor/a.

E claro que ele/ela tem todo o direito à sua opinião sobre a minha escrita.

Mas não lhe dou a ele ou a ela o direito de me julgar.

Não aqui neste canto onde estou como em minha casa, com os meus amigos, também eles desconhecidos, mas onde trocamos desabafos, dores e alegrias.

Aqui reservo-me o direito de por uma vez não ter que acatar toda e qualquer idiotice que alguém decida dizer sobre mim, porque ao ter-me tornado uma "figura mediática" a tal tenho que me sujeitar!

Já o disse em entrevistas á o escrevi aqui: sei o que são dificuldades porque criei três filhos sozinha, com vários empregos e muito sufoco.

Mas mesmo que assim não fosse? Se eu tivesse tido uma vida fácil como desejo para os meus filhos, da mesma forma que todos os leitores, isso retirava-me o direito a escrever sobre os meus sentimentos?

Porque são parolas as pessoas que gostaram do texto?

Porque quem não está connosco está contra nós?

Não há duvida. A Net é um bom exemplo do que de melhor e pior têm os seres humanos.

Estou atrasada, vou voltar ás respostas aos vossos comentários mas, tive mesmo vontade de desabafar convosco!


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publicado por Luísa Castel-Branco às 12:15
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008
Ser mãe é isto
 
 

Queria abraçar-te com força, tomar-te nos meus braços e embalar-te pelo dia adentro e até ao fim da noite.

Queria limpar as tuas lágrimas com um pano suave como uma nuvem, tocar ao de leve a tua pele, deixando os meus dedos afagarem cada pedacinho, para te tapar com amor, com desvelo e carinho.

Queria ter a certeza que o céu te cobrirá para sempre de bênçãos, que a tua vida será doce, aprazível, calma como o mar em dia de maré vazia, quando foge da praia e parece plano, um espelho. Queria afastar de ti todos os perigos, todos os males, todas as mágoas.

Mas sei que não é possível e sei também que é assim que deve ser. Porque quem nunca chorou não é um ser humano pleno, quem nunca se arrependeu de algo não vale a pena andar por cá, a gastar palavras e gestos e a fingir que existe.

Porque o teu futuro é hoje, e o que foi ontem e o que será o amanhã e tu guardarás dentro de ti tudo o que viveste, o que doeu e o que te fez rir, numa mistura tão estranha como poderosa.

Porque os que atravessam a vida plenos de certezas, os que nos rodeiam e não sentem necessidade de questionar porque nasce o sol, quem fez as flores ou o que vai dentro de alma se é verdadeiro ou não, ou se tudo o que sentimos é uma fuga, desses não devemos ter nada a não ser pena.

O meu amor por ti será sempre maior que o universo. Porque te sei como tu não sabes, te conheço como ninguém e por estas razões só posso ter orgulho, e não existe dentro de mim sobra de medo do teu futuro, da tua vida. Ser mãe é isto.

 

in Destak 17 | 06 | 2008  



publicado por Luísa Castel-Branco às 10:22
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008
Nunca se diz vezes demais que amamos alguém
De mariana a 5 de Junho de 2008 às 22:04
Adorei as suas palavras e fez-me repensar muita coisa, nas palavras não ditas que todos os dias receamos dizer por qualquer motivo, vergonha ou simplesmente porque achamos que não é necessário, por pensarmos que a pessoa sabe o que pensamos ou que sentimos por ela, mas é realmente um erro e não nos devemos de cansar de quando amamos alguém, seja pai, mãe, filho, amiga, enfim, esbanjarmos os nossos sentimentos é um dever e com certeza nos sentiremos melhor por o ter feito e assim nunca nos arrependermos do que não dissemos....Os meus pais ainda são vivos e ler as suas palavras, fizeram-me pegar no telefone e dizer-lhes o quanto os amava e senti-me bem por fazê-lo, beijos com amizade e admiração.
PS-Tou desejosa de ler o seu romance, prometo lê-lo e vir aqui dizer o que achei....
 
Querida Mariana,
Reproduzi aqui o seu comentário ao meu ultimo texto porque fiquei tão emocionada quando o li, que quis partilhá-lo com toda a gente.
São momentos como este, em que algo que escrevemos leva alguém a agir assim, que nos aquecem a Alma e nos fazem continuar a escrever, a acreditar.
Só alguém com um coração doce pode agir como fez depois de ler a minha confissão.
Porque Mariana, o mundo da Net proporcionou-me um espaço para abrir o meu coração, despir a couraça que tenho que utilizar no dia a dia ( não temos todos?) e abrir o meu coração.
Como fiquei feliz com as suas palavras e como os seus pais devem ser felizes por a terem como filha!
Não tenha nunca vergonha de dizer a alguém que ama, porque me parece que hoje em dia, mais depressa falamos de sexo do que de amor, do verdadeiro.
E espero que volte aqui com a sua opinião sobre o meu livro.
Muito lhe agradeço desde já e por favor, continue a ser exactamente quem é!
Um grande beijo para si.


publicado por Luísa Castel-Branco às 10:23
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
Pai, que saudades!

Ontem meti férias. Sentia-me exausta e ao mesmo tempo leve, de uma forma que não conhecia há muito.

"Alma e os Mistérios da Vida" . Na noite anterior, por incrível que possa parecer, após tanto tempo à beira de um ataque de nervos, senti-me estranhamente calma no lançado do meu livro.

Mas, sabia estar rodeada de pessoa de quem gosto, a quem respeito. Pessoas que convidei exactamente por estas razões e por mais nenhumas.

Quando a apresentação terminou, ALMA voou e partiu. Senti-o tão nitidamente como se ela tivesse uma presença física e não apenas personagem de um romance.

Ontem, quando dei um dia de férias a mim mesma, o pensamento soltou-se e vagueou, numa espécie de sonolência bendita.

E, de repente dei comigo, vi-me tão claramente como se estivesse a acontecer ou fosse um filme a rodar na frente dos meus olhos.

A manhã tinha acordado há poucas horas. Estou no Seminário de Alfragide e velei o corpo do meu pai a noite toda, sem conseguir aproximar-me do caixão, fiquei cá fora, sentada na ante sala, como uma ladra que foi apanhada e aguarda julgamento.

Sei que sai a porta e estava sozinha cá fora, a imensidão do espaço a perder de vista. Alfragide ainda é quase província, não a dos meus treze anos, mas não há hiper-mercado, nem habitações até perder de vista.

Estou sozinha. Não há vento e o calor anuncia um dia de canícula. O azul do céu é estupidamente limpo, claro.

De repente, vinda de lado nenhum uma ave passa rasando o meu corpo. Coisa pequena, levanta voo e sobe, sobe até eu a perder de vista, engolida pelo azul do céu e um lugar infinito que eu já não abranjo.

-A Alma do meu pai levantou voou e partiu.

Foi isso que senti e ali, naquele momento despedi-me dele para sempre, não que eu não soubesse já que ele viveria comigo dia após dia, como uma sombra ou um nó na garganta que não desaparece.

E ontem, quando estava a olhar o azul e a usufruir do silêncio, voltei aquele local, aquele preciso momento.

E chorei de saudade.Chorei de pena que ele aqui não estivesse para pegar no meu primeiro romance e olhar para mim, com aqueles olhos frios e ao mesmo tempo tímidos, seco de gestos e palavras.Como eu o queria aqui!

O meu pai morreu com 51 anos, O que é de todo imperdoável. Nunca lhe disse o quanto o amava, porque eu era uma mulher casada e mãe de três filhos mas tão estúpida, tão incrivelmente imatura!

Por causa do que nunca lhe disse, por esse sentimento que nunca me abandonou, o resto da vida eu tomei como obrigação minha não guardar para amanhã o que tenho que dizer a quem amo.

Porque pior que errar é a ausência das palavras, é o remorso do que se não se disse e não se fez.

Ah! Estou a escrever e choro novamente.

O amor não morre e a saudade também não.

Para ti meu Pai, onde quer que estejas, eu te envio a minha "Alma e os Mistérios da Vida".

Com eterna saudade e eterno amor.



publicado por Luísa Castel-Branco às 08:38
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Estados de alma e coração
 

Os ingleses têm uma expressão muito engraçada: «sentir borboletas no estômago».

Tem múltiplas utilizações ainda que todas queiram abarcar o mesmo sentimento, o mesmo estado de alma: a paixão, a ansiedade perante algo que ansiamos, o momento exacto antes de saber se conseguimos ou não alcançar algo com que sonhávamos, enfim, tanta e tanta emoção que cabe nesta expressão!

Em português seria mais «um nó no estômago» mas sinceramente, a imagem das borboletas no estômago parece-me muito mais bela.

Deve ser assim que se sentem as crianças quando começam a descobrir a vida, dos primeiros passos às primeiras palavras.

Vem isto a propósito do dia de hoje, em que apresento o meu primeiro romance. As ditas borboletas andam para aqui que nem umas doidas no meu estômago e com esta simbologia escuso de falar do medo.

Porque efectivamente, é medo da responsabilidade de criar algo que deixou de me pertencer a partir do momento em que coloquei a última palavra no texto.

Mas, se algo me apoiou durante estes longos meses, de escrita solitária em momentos roubados à vida, porque todas as obrigações têm que ser cumpridas, tudo tem que continuar e foi madrugada a dentro que escrevi, foi sem dúvida a reacção que recebo continuamente dos leitores do Destak.As pessoas interpelam-me na rua para darem a sua opinião sobre as minhas crónicas, agradecem-me, outras retiram da carteira recorte de um qualquer texto.A todos vós que semana após semana me acompanham aqui no Destak, nos meus Instantes que são quase sempre estados de alma e coração, o meu muito obrigada pelo vosso apoio.

Quem tem que agradecer sou eu do fundo do coração!



publicado por Luísa Castel-Branco às 13:07
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
O Jaquim pede-me para eu lhe fazer um filho!
De Jaquim a 2 de Junho de 2008 às 09:07
Es uma cabra... Mas fazes-me um filho?
 
O mundo está repleto de pessoas boas, menos boas, e seres humanos maus. De gente feliz, de gente que tem momentos de felicidade, de gente infeliz e outros que nem querem pensar nisso.
O mundo, a vida, a nossa existência revela-se muito diferente do que imaginámos quando éramos jovens e tudo parecia possível. Para muitos. Para outros, a vitória da sobrevivência faz com que saboreiem o que têm de forma totalmente diferente.
Com o passar dos anos aprendemos que não há príncipes encantados, que o bem não é sempre recompensado e o mal punido. Aprendemos que a justiça não é para todos, nem igual para todos. Nem a saúde, nem o direito ao trabalho.
Muito menos o direito ao sonho, á perseguição daquele sonho secreto que temos e que nos faria felizes.
Assim, vamos vivendo e criamos os nossos filhos sem coragem para lhes dizer nada disto.
Porque se o fizéssemos, se aquilo que transmitimos a alguém que vai começar a sua aventura nos trilhos da vida, seria o mesmo que condená-los a um desdita total, antecipada, cerceá-los da liberdade de pensarem, actuarem, lutarem e consequentemente perderem ou ganharem.
O mundo de hoje é tão diferente de há dez anos para atrás, cinco se quiserem ou até menos.
Tudo mudou. E a Net é o melhor deste novo mundo!
E contudo, veja-se o comentàrio acima transcrito. Há alguém, um jaquim que perde alguns minutos preciosos na sua vida, que a contagem decrescente é diária, para me chamar cabra e pedir para lhe fazer um filho!
o Jaquim é igual a todos os Jaquins que sempre existiram. E onde nos leva esta constatação?
Que num mundo em tudo diferente, em que tudo parece possível, os Jaquins continuam a valorizar a necessidade de chamar Cabra a uma mulher e reduzi-la ao acto físico, aquilo que fomos durante séculos para as religiões, as mais diversas sociedades e povos.
Conclusão?
Talvez tudo seja igual ao que sempre foi. Apenas parece diferente, soa diferente, tem meios diferentes, mas...
 
P.S.
Com a minha idade fazer um filho a alguém, o mais correcto será dizer ter um filho de alguém só mesmo por milagre da ciência!
 
 


publicado por Luísa Castel-Branco às 11:11
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