Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Maitê Proença - Que tal proibir-lhe a entrada no País?
  
 

Chegou ao meu blogue esta preciosidade, que aconselho vivamente que seja visionada por todos os que tiverem acesso à internet. Confesso que, quando li o e-mail que o acompanhava, não acreditei e fui ver. Fiquei boquiaberta.

Passo a explicar. A actriz brasileira, que já visitou várias vezes o nosso país para representar em palco, ou para vender os livros de que é autora, colabora no programa Saia Justa no canal GNT. E assim, aproveitando a sua estadia em Portugal, resolveu enviar uma pequena reportagem sobre o nosso país para o dito programa.

E o que fez a senhora? Com uma total falta de respeito, gozou com todos os portugueses, terminando a cuspir à porta do Mosteiro dos Jerónimos! A falta de cultura que denota é igual à sua pobreza de espírito.

Porque o humor é uma arte, mas o escárnio e mal-dizer é outra coisa muito diferente. Eu sei que nós portugueses sofremos de um eterno complexo de inferioridade, e passamos a vida a pedir desculpas a tudo e a todos.

Engraçado como países tão recentes como os Estados Unidos têm um orgulho desmedido nas mais pequenas conquistas, enquanto nós, que efectivamente "demos mundo ao mundo" como dizia o poeta, olhamos para o lado e assobiamos quando uma criatura como esta é capaz de ser tão vulgar e tão rude.

Da próxima vez que comprarem um bilhete para uma peça com Maitê Proença, um dos livros ou simplesmente assistirem a uma novela em que a dita participe, lembrem-se que nós portugueses ( "O Manuel", forma insultuosa com que somos muitas vezes apelidados no Brasil) merecemos desta senhora os comentários que constam neste vídeo. Por mim, vou divulgar exaustivamente esta pérola!

 in  Destak 13 | 10 | 2009

 

veja o video:http://www.youtube.com/watch?v=1GCAnuZD7bk



publicado por Luísa Castel-Branco às 11:45
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Nada de novo

 

 
 

Creio que foi após a interlocução do Presidente da República, que entrei neste período de "nojo", entenda luta, saturação, fastio ou pura desistência.

Apaixonada como sou pela política, pelas diferentes linhas de pensamento e especialmente pela evolução que os pensadores, dirigentes políticos e outros podem e devem trazer ao futuro da nação, este momento marcou a minha exaustão total.

Ainda ouvi os analistas, os comentadores, os comentários dos partidos e depois parei, desisti.

No próximo fim de semana temos mais uma eleição, mais um voto a colocar nas mãos de alguém, desta vez a pessoa a quem vamos confiar os destinos da nossa cidade.

E, contudo, fá-lo-ei sem ímpeto e alegria, cumprido apenas esse enorme valor que a democracia nos dá, o poder e a responsabilidade do voto.

Apercebo-me que outros sentem a mesma saturação. Portugal virou uma rua de quadrilheiras, vizinhos agastados e em disputas estúpidas à mesa da tasca da esquina, sobre as peças do dominó.

E em lado nenhum vislumbro um assomo de coragem, de alternativa, de projecto de futuro.

Perdeu-se a noção da vergonha e da integridade, como se mais ou menos duvidas sobre este ou aquele caso de corrupção já não tivessem qualquer importância.

As autárquicas são o exemplo mais evidente de que algo está mal neste País. Entre os que ainda estão à espera de cumprirem pena, aos outros que foram acusados mas nada aconteceu, a verdade é que cada vez mais nos assemelhamos a qualquer país da América do Sul.

Sinto uma enorme e profunda tristeza quando olho para Portugal, para o futuro dos meus filhos e da minha neta e o que vejo, é isto e nada mais.

 

in 06 | 10 | 2009   Destak



publicado por Luísa Castel-Branco às 09:26
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Sábado, 3 de Outubro de 2009
insónias e mais insónias

Quantas pessoas estaram a esta hora acordadas, não por terem de trabalhar mas sim porque o sono não vem?

Não consigo ficar aqui parada a olhar para a televisão e na verdade, os filmes são normalmente de pessima qualidade e quanto à informação, decidi fazer greve!

Sou viciada em noticiarios, jornais e etc. Mas neste momento, e não devo ser a unica, já não suporto mais as escutas, as provaveis alianças, o aumeno do desemprego, as previsões do FMI e a campanha para as Autarquicas.

Resta-me a musica, agora que a casa adormeceu e finalmente me pertence.

E a escrita, claro, sempre a escrita.

Também confesso que me viciei neste mundo fascinante da net e dou comigo a procurar informações, a pesquisar isto e aquilo e claro, a ver anuncios.

Cada vez durmo menos, e o pouco que durmo é num sono repleto de reuniões, conversas, eu sei lá o quê!

Acordo muitas vezes sem saber se fiz o tal telefonema ou se sonhei!

Enfim, tempos conturbados.

Tempos de mudança e fala só sobre cada um de nós.

É raro conversar com alguém que não esteja numa situação de instabilidade interior, como se o que nos rodeia tenha equiparação com a alma, o coração, as duvidas e incertezas.

Sobra esta musica deliciosa. Rádio Marginal. É o que oiço sempre que posso porque tem uma selecção de temas tão bem conseguida que me apazigua o corpo e a mente.

Sempre que relembrar os meus livros vou recordar a Margingal e esta toada que me embala.

Talvez devessemos criar um meio de comunicarmos uns com  os outros, nós os detentores de insonias e noites de sobressalto.

Até lá, vou escrevendo aqui.



publicado por Luísa Castel-Branco às 02:50
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009
Madrugada a dentro

 

Se pudesse
Fechava os olhos agora e adormecia profundamente, num sono sem sobressaltos, nem remorsos, sem monstros que aparasse, de repente por detrás da cortina no quarto escuro. Um sono vazio.
E quando acordasse.
Quando acordasse para a vida a vida tinha andado para trás e eu abriria os olhos e de nada ficaria surpreendida porque os mistérios devem ser abraçados.
Seria eu outra vez mas quando era aquela jovem com medo de tudo e de todos, tudo embrulhado numa força fingida, numa bravura de coração que nunca existiu.
Acordava e olhava-me no espelho e via-me pela primeira vez. E aprendia a gostar de mim porque depois, e só hoje o sei, não terei mais a possibilidade de me olhar no espelho e dizer: olha, estás ali e não tens que pedir desculpas!
Acordava e olhava a vida de outro modo, abraçava os dias de mil maneiras diferentes.
Se pudesse, deitava-me agora, qual bela adormecida, e dormia um sono infinito.
E depois, quando os meus olhos se abrissem, abriria a alma, e deitava pela janela fora os fantasmas, as lágrimas e as desilusões.
Se eu pudesse viver tudo de novo, sabendo o que sei hoje, a infindável lista de erros, de devoções tão erradas e labirintos que afinal eram tão simples de solucionar.
Mas se tal fosse possível, os meus filhos não existiriam.
A vida tinha corrido como açúcar e nada seria aquilo que foi.
Mas, então não valeria a pena.
Nada valeria a pena sem o amor incondicional, louco e infinito que sentimos por um filho.
Portanto, não vale a pena adormeceres, digo para mim mesma, nem chamar as fadas escondidas nas árvores do céu, nem pedir aos deuses por uma segunda chance.
O que fui teve que ser. O que fiz tive que fazer e hoje os arrependimentos e tristezas misturas com as memórias mais maravilhosas, todas elas presas a eles e a mais nada da minha vida.
Nada a fazer senão tentar dormir, deitar-me na cama e amanhã acordar para uma nova busca do que vem a seguir.
Pena que ninguém me tenha tido que a demanda não terminaria nunca.
Que a paz é algo que só conhecemos depois desta existência

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publicado por Luísa Castel-Branco às 01:46
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