Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Estados de alma e coração
 

Os ingleses têm uma expressão muito engraçada: «sentir borboletas no estômago».

Tem múltiplas utilizações ainda que todas queiram abarcar o mesmo sentimento, o mesmo estado de alma: a paixão, a ansiedade perante algo que ansiamos, o momento exacto antes de saber se conseguimos ou não alcançar algo com que sonhávamos, enfim, tanta e tanta emoção que cabe nesta expressão!

Em português seria mais «um nó no estômago» mas sinceramente, a imagem das borboletas no estômago parece-me muito mais bela.

Deve ser assim que se sentem as crianças quando começam a descobrir a vida, dos primeiros passos às primeiras palavras.

Vem isto a propósito do dia de hoje, em que apresento o meu primeiro romance. As ditas borboletas andam para aqui que nem umas doidas no meu estômago e com esta simbologia escuso de falar do medo.

Porque efectivamente, é medo da responsabilidade de criar algo que deixou de me pertencer a partir do momento em que coloquei a última palavra no texto.

Mas, se algo me apoiou durante estes longos meses, de escrita solitária em momentos roubados à vida, porque todas as obrigações têm que ser cumpridas, tudo tem que continuar e foi madrugada a dentro que escrevi, foi sem dúvida a reacção que recebo continuamente dos leitores do Destak.As pessoas interpelam-me na rua para darem a sua opinião sobre as minhas crónicas, agradecem-me, outras retiram da carteira recorte de um qualquer texto.A todos vós que semana após semana me acompanham aqui no Destak, nos meus Instantes que são quase sempre estados de alma e coração, o meu muito obrigada pelo vosso apoio.

Quem tem que agradecer sou eu do fundo do coração!



publicado por Luísa Castel-Branco às 13:07
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9 comentários:
De João Cordeiro a 3 de Junho de 2008 às 15:25
De manhã e como o faço todos os dias, faço a minha viagem de comboio até Lisboa.
O Destak faz igualmente parte do meu ritual. As suas crónicas um hábito.
A de hoje… é uma simbiose entre nós e borboletas no estômago.
Francamente gosto mais das borboletas. Estou plenamente de acordo com a Luisa.
Diz que sente borboletas no estômago, “pela ansiedade perante algo que ansiamos, o momento exacto antes de saber se conseguimos ou não alcançar algo com que sonhávamos, enfim, tanta e tanta emoção que cabe nesta expressão!”.
De facto assim é. Agradece o constante apoio dos seus leitores pela “companhia” desses longos meses de escrita solitária.
Agradeço como seu leitor a gentileza. No entanto como seu leitor, gostaria também de sentir borboletas no estômago… nem que fosse com um simples comentário seu. Bom ou mau, iria certamente sentir as borboletas a esvoaçar entre as suas sábias palavras.
Termino para lhe transmitir o meu verdadeiro apoio e faço votos que tudo, mas tudo hoje lhe corra conforme aquilo que deseja.
Sorte!


De a 4 de Junho de 2008 às 10:45
Gosto de a ler cara Luísa. Boa Sorte para o seu romance! =)


De Luísa Castel-Branco a 9 de Junho de 2008 às 10:43
Muito obrigada. Espero que me dê a sua opinião sincera sobre a Alma e os Mistérios da Vida.


De Isabel a 14 de Junho de 2008 às 20:58
Querida Luísa
Temos mais ou menos a mesma idade e eu estou farta que me digam quando me conhecem pela 1ª vez....."Ah......eu conheço-te...só que nao sei de onde!!..."e depois, passado um bocado, comentam" Já
sei!Estava a fazer confusão!!É que és muito parecida com a Luísa Castel-Branco!! Que impressão!"

...Bem...não me importo nada de ser parecida consigo porque há séculos, desde que a conheço, que sinto uma enorme simpatia por si.

E agora, valham-me os deuses do Olimpo!, escreve-me este Livro "ALMA" que eu devorei de um fôlego...!!

Muito obrigada Luísa, por 3 ou 4 dias de felicidade e fuga, percorrendo as suas histórias cruzadas.
Acabei de o ler há bocado e...chorei...Chorei porque voltei a ficar sozinha de novo. Despertei da Magia..

E então, dei por mim a escrever no GOOGLE:
Luisa Castel Branco ALMA ....e vim aqui parar!!

Por favor, não pare. Se tiver mais histórias dentro de si, deixe-as sair, dê Vida aos seus Personagens e a quem a lê.
Enquanto a lia, via muitas vezes a sua Filha Inês e a própria Luisa, em ALMA, na Dª Sofia...enfim...
Esta história, para mim, eram bocados de si..

Um abraço muito grande, muita LUZ e...continue ao pé de mim e de nós.
OBRIGADA
Isabel


De conceição rodrigues a 17 de Junho de 2008 às 18:05
Querida Luísa:
Sou uma mulher como tantas outras que depois de lutar durante muitos anos, consegui, à beira dos quarenta, experimentar as alegrias da maternidade.
Neste momento, a minha vida profissional não é a minha prioridade. Vivo, saboreio e absorvo como todos os meus poros o crescimento da minha filha com 4 meses. Entre as lidas da casa e o papel de mãe, vi-a há uns dias atrás, no programa da Júlia, a apresentar o seu livro. Fiquei curiosa. Porque gosto de ler, comprei-o e...a minha sensação quando acabei de ler as últimas linhas foi....um vazio. Eu só queria que a história continuasse. Só posso dizer que gostei muito, mas mesmo muito. A descrição dos sentimentos e sensações da protagonista é tão forte que, às tantas, estupidamente, dei comigo a chorar quando li a carta de Alma ao seu filho.
Eu fico à espera do próximo romance e será, isso sim, uma desilusão, se não escrever mais nennhum.

Um beijinho e obrigada pelas 300 páginas de "Alma", que tenho pena não terem sido 600.

Conceição


De Vanessa Duarte a 18 de Junho de 2008 às 08:24
Senhora Luísa, este foi o meio que arranjei para lhe dizer que, ao vê-la no "Você na Tv" e ao ouvir as testemunhas que leram o seu romance, não hesitei em ir comprá-lo. Li-o durante um dia, tal era a minha curiosidade pelo seu final. A história de Alma prendia-me com uma enorme força e não consegui parar de ler. Na verdade, penso que nunca tinha demorado tão pouco tempo a ler um livro. Quando cheguei ao fim, já sentada na cama, fiquei quieta durante uns segundos, como se ainda tivesse que fazer uma transição da história daquela rapariga para a minha realidade. Nesse instante, senti o meu rosto frio. Tinha chorado e nem seqer me tinha apercebido bem disso. Tudo isto para lhe dizer que tenho 16 anos e houve muito no seu romance que me ensinou o que é viver e porque é que viver vale a pena.. Adorei,este é o meu livro de eleição, sem dúvida. Parabéns, do fundo do coração e que a vida lhe traga tantas felicidades quanto o prazer que me deu a mim ler o seu livro. Um beijinho:

Vanessa Duarte :)


De carla a 20 de Junho de 2008 às 23:23
Luisa

Nós é que agradecemos por Existir nas nossas Vidas!!!

A sua escrita enche-nos o coração!!!

Beijo

PS: Hoje, agora sinto borboletas dentro de mim...

Pela 1ª vez o meu rapagão saiu sózinho com o carro para ir ter com uns amigos em Almada. Jé enviou 2 msg a dizer está bem mas, eu sinto borboletas dentro de mim...


De M.ª de Fátima a 22 de Junho de 2008 às 22:24
D.Luísa Castelo Branco, quero agradecer-lhe por este romance tão supreendente. Adorei ,quando acabei de o ler estava em lágrimas . Como a vida é tão injusta. Dei por mim a mergulhar no meu passado
também fui criada de servir, não tenho vergonha de o dizer, fui para Espanha trabalhar porque tinha que ganhar dinheiro para a família.
Vi o programa da Júlia Pinheiro no dia em que falou deste romance e pelas suas palavras apercebi-me que alguma coisa de muito especial ia saír , não me fiz de rogada e comprei logo o livro.Dou-lhe muitos parabéns pela sua escrita e continue a escrever mais romances.


De M.ª de Fátima a 23 de Junho de 2008 às 10:31
Olá, minha querida D.ª Luisa Castelo Branco, tenho a agradecer pelo seu querido romance que escreveu, nem sabe o quanto eu chorei, chorei pelo fim, mas chorei também porque queria mais. Dei por mim a mergulhar no passado, e fez-me recordar os meus tempos de servir. Sou Lisboeta andei de casa em casa, fui para Espanha não me arrependi, sempre fui bem tratada. Ontem quando acabei de ler, tinha tanta coisa para lhe contar, mas não consigo. A minha vida foi um pouco assim, mas com outros contornos . Obrigada ,obrigada, obrigada.Com mil beijinhos desta leitora que fica á espera da continuação, quero mais e muito mais. Me desculpe se não sei mostrar o que sinto.


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