Sábado, 9 de Agosto de 2008
Quem não nos quer não nos merece

 

nossocaminho disse sobre Deus conta as lágrimas das mulheres na Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008 às 16:12:

 

 

Olá Luisa,


Provavelmente não deve ter reconhecido a minha história, uma vez que foi aqui que iniciei o meu desabafo quando esta nuvem negra se abateu sobre mim, é natural já que devem ser milhares as histórias de infelicidade que lê e ouve no seu dia-a-dia.
Recordo-lhe que meu marido pura e simplesmente no dia 1 de Julho decidiu dizer-me que já não me ama (mas nunca por estas palavras, mas sim por palavras muito pouco claras), recordo-lhe que tenho 31 anos e dois filhos lindos, que até esse dia eram amados pelo pai e pela mãe e que hoje recebem o exagerado amor da mãe que tenta a todo o custo perceber o "porquê" de tudo isto sem encontrar respostas...
Como lhe dizia num dos meus comentarios (desabafos), sinto-me sem forças, perdida nesta cidade grande e com saudades do meu cantido da provincia donde me tiraram com a promessa de ser eternamente feliz aqui. Sinto-me sem forças e envolta numa tristeza profunda e não consigo sequer disfarçar.
Quero e preciso te-lo de volta, ter de volta a minha familia, os nosso filhos precisam de nós e não consigo faze-lo entender isso... já tentei, tentei e voltei a tentar, parece possuido de forma tal que nao raciocina sobre nada...
Outra mulher... Não descarto esse hipotese... Mas que mulher é essa que admite uma relação em que ele continua a viver com a familia, a dormir com a respectiva esposa (dormir, entendar-se bem!), que continua a viver a vida normalmente com a unica diferença de ter interiorizado esta distancia, de ter decidido que quer ter a sua Vida o seu Eu!

Acho que só mesmo o tempo poderá esclarecer o que de errado se passa, até lá vivo... um dia de cada vez, tentando apagar esta tristeza e esboçar um sorriso a cada manhã...

Bjs e que este seja apenas um bom dia para ser feliz

 

 

Cara Amiga,

Tem razão, são muitas mensgens que recebe e respondo, e muitas pedem para não pubicar e é isso mesmo que faço.

Dai ter esquecido que já tinhamos conversado aqui.

Agora que fui reler os seus textos anteriores vejo que não está melhor, a palavra parece até ofenciva, mas que continua a afundar-se na sua tristeza e principalmente na incompreensão da realidade.

Mas o erro está em tentar encontrar respostas. Elas só virão muito mais tarde porque agora, mão vale de todo a pena tentar perceber o que se passa com o seu marido, ou melhor, tentar que ele lhe explique porque muito provavelmente nem ele mesmo sabe o que tem.

Portanto, é tempo de pensar em si, de arregaçar as mangas e partir.

Mesmo que tenha que ficar no mesmo lugar, partir aqui significa fechar a porta a esse amor, ou à procura do retorno daquilo que foi a sua familia, e iniciar outra.

Como? Pensando nos seus filhos e em si.

Pergunta-me se há mulheres que aceitem ter uma relação com um homem casado que vive com a esposa.

Claro que sim.

Como há mulheres que aceitam viver na procura diaria da razão pela qual o amor do outro desapareceu, rebaixando-se totalmente, naquilo que muitos ainda aceitam como uma consequência do Amor.

Diga-me quantos homens fazem isto? Porque razão este papel cabe sempre à mulher que muitas vezes mesmo com possibiliades economicas se agarra ao que foi, ao amor que terminou.

Volto a dizer-lhe o mesmo. Se a frieza dele for temporária, se a crise que ele está a passar for temporaria, não é a sua pressão que o fará voltar a ser quem era, bem pelo contrário.

Demonstre que se está também a afastar dele. Que tem vontade propria e respeito por si.

E acredite no fundo do coração que quem não nos quer não nos merece!

Eu sei que não estou a ajudá-la com saidas faceis para o problema ou sequer a pintar um futuro cor de rosa.

Mas se o fizesse não seria justo.

Aprenda a gostar de si. Não peça desculpa por amar e não aceite migalhas!

Volte sempre.



publicado por Luísa Castel-Branco às 10:28
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2 comentários:
De Ressaca a 9 de Agosto de 2008 às 23:50
Pedindo antecipadas desculpas pela “invasão” e alguma usurpação de espaço, gostaríamos de deixar o convite para uma visita a este Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...


De luisa a 11 de Agosto de 2008 às 20:22

Exactamente o que eu lhe diria se a correspondência me fosse dirigida.
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