Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Etc

 

Quando ligo o computador vejo a imagem. "Donde vimos; o que somo, para onde vamos". O quadro de Gaugin continua para mim a ser uma janela sobre a minha própria alma.
Chegada aos meus 55 anos contínuo sem respostas.
Pelo contrário.
Cada dia que passa tenho mais duvidas, mais perguntas, mais remorsos do que fiz.
Tantos erros!
Mas como podia eu saber?
E porque razão existem outros que passam por aqui sem estes desassossegos de alma e coração? Pessoas que parecem não necessitar de respostas ou sequer de equacionar as perguntas.
E contudo, a vida está prenhe de mistérios.
Sorte duns, azar de outros.
O bem que não compensa, o mal que parece florir, cobrir os dias e dar frutos doces, eternos.
Como percorrer este caminho? Como lidar com as desilusões que a idade nos traz?
Acreditar cada dia em menos pessoas, não saber a razão das coisas.
Como eu gostaria de ser outra!
Sem conflitos e perguntas! Sem este vazio que nada preenche!
Porque viemos aqui?
Que deixarei eu de mim quando o meu corpo tiver desaparecido senão o que transmiti a quem amei?
E se esses refutarem essa minha herança?
Afinal, de que serviu tanta luta?
Só sinto o silêncio, as sombras e as saudades.
 
 


publicado por Luísa Castel-Branco às 13:00
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3 comentários:
De Sniqper a 24 de Junho de 2009 às 20:24
Donde vimos;
Do passado, de ontem o dia em que nascemos.

o que somos,
Alguns Seres Humanos completos, outros meros viventes.

para onde vamos.
Para o futuro com a energia que conquistamos no presente.

Gosto de a ler. Tem alma, sentimentos e vive profundamente.


De Alma Nova a 24 de Junho de 2009 às 20:33
Dúvidas, angústias, conflitos...sinais de quem pensa, vive, sente e se interroga.
A incerteza de um futuro, imerso nas brumas de um presente incerto e de um passado que tantas vezes gostaríamos de poder alterar.
Mas, no fundo, tudo isto é salutar. É a certeza de que estamos realmente Vivos e ainda nos mantemos à tona neste oceano revolto de maldade, vaidade e mentira que parece mover o mundo à nossa volta...


De Ana a 24 de Junho de 2009 às 22:01
Tenho 18 anos e a cada dia me espanto com a capacidade das pessoas à minha volta se acomodarem... ao salário que dizem miserável... à crise q dizem não ter fim... à não concretização dos seus sonhos...
e a cada passo dizem «ah!! eu tambem acreditei, aos 18 anos todos acreditamos, mas a vida vai passando e....os sonhos vão ficando para trás... as certezas vao desaparecendo para dar lugar a uma desilusao que nos preenche perante o mundo que nos rodeia...»...
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Tenho 18 anos e a cada dia me espanto com a capacidade das pessoas à minha volta se acomodarem... ao salário que dizem miserável... à crise q dizem não ter fim... à não concretização dos seus sonhos... <BR>e a cada passo dizem «ah!! eu tambem acreditei, aos 18 anos todos acreditamos, mas a vida vai passando e....os sonhos vão ficando para trás... as certezas vao desaparecendo para dar lugar a uma desilusao que nos preenche perante o mundo que nos rodeia...»... <BR class=incorrect name="incorrect" <a>nao</A> , este pensamento nao consigo aceitar... ok, provavelmente pq tenho os tais 18 anos, altura em que tudo nos parece possivel. . mas o que eu não aceito é que as pessoas deixem de lutar e pensem ter um motivo legitimo para isso, pensem que as rasteiras que a vida lhes passou sejam um motivo legitimo... <BR>é por isto que estou a comentar.. pq neste blog encontrei alguém, que mesmo tendo já passado a barreira dos 18 anos, continua a questionar-se, a nao se acomodar. alguem que diz q continua essa busca acesa pelas respostas que sempre quia ter... fico feliz por saber que entre os milhoes de resignados, encontram-se pessoas assim... <BR>espero que eu,com 50, com 60, com 70 anos, continue a questionar-me... e acima de tudo continue a acreditar e a lutar pelos sonhos de sempre... espero que nessa altura, ao olhar para trás e pensar nos sonhos que realizei e nos que ficaram por realizar, continue a acreditar que vale a pena! <BR>estou em época de exames do meu primeiro ano de faculdade... claro que a entrada neste mundo académico que é novo, entre as muitas coisas boas, trouxe tambem alguns dissabores... acredito que os consegui aceitar não como injustiças, mas como liçoes para o futuro... lições essas que, quem sabe, um dia possa partilhar num blog como este... e fazer com que alguem comente e me diga «eu tambem acredito!».. quem sabe...


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