Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
Mil desculpas mas é a vida!

Tenho a caixa de mensagens do meu email cheia. Tenho dezenas de comentários quer aqui no blog quer no correio electrónico para responder, mas ainda não vai ser desta!

Li já não recordo onde, que a vida é como um fruto que se vai retirando cada camada até encontrar a verdade no caroço.

Ora aqui está uma forma simples de olhar o que nos acontece e tentar não procurar fazer sentdo  da vida.

E será que a vida faz sentido? Será que, como gosto tanto de pensar, tudo acontece por uma razão?

E se não for assim? E se afinal de contas todos os acontecimentos, dores, lágrimas e risos forem puramente aleatórios?

Não faço ideia alguma.

O que sei, é que quanto mais envelheço menos respostas tenho.

Após um mês e duas semanas em imobilização,  o que quer dizer que estando sozinha em casa fiz o mínimo possível e cheia de dores, com uma costela partida, sobrou-me tempo para pensar e repensar.

E acreditem, dei comigo a fazer uma avaliação cruel e fria destes 56 anos de vida, entre lagrimas e também sorrisos das boas memorias.

Para mim que não consigo fazer uma só coisa de cada vez, não poder sequer escrever no computador foi verdadeiramente doloroso.

Mas há muitos, muitos anos que não passava dia após dia totalmente sozinha.

E por isso mesmo, o mergulhar dentro de mim foi mais fácil sem distracções, sem palavras, sem nada.

Qual o compto desta longa introspecção?

Ainda não vos posso dizer,  mas quero acreditar que o que me aconteceu foi por uma razão, e que muito provavelmente essa razão era tão somente obrigar-me a parar e a olhar para a verdade da vida.

O que sinto agora?

Isso fica para depois.

Um abraço a todos.

Luísa



publicado por Luísa Castel-Branco às 10:29
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7 comentários:
De Maria a 14 de Setembro de 2010 às 09:14
Um beijinho grande com muita força interior.
Maria


De Ana Paula a 18 de Setembro de 2010 às 21:02
"Quanto mais depressa caminharmos, de menos tempo dispomos para saborear os prazeres da viagem." Uma beijóca, Ana Paula


De Ana Paula a 19 de Setembro de 2010 às 15:31
Um balanço da sua vida?! Repense erros e recorde acertos. Perdoe-se pelos fracassos e orgulhe-se das vitórias. Entenda que, erros, acertos, fracassos e vitórias são a sua história e por isso, devem ser valorizados por igual. Sem eles não seria a Senhora que é hoje. Beijóca gigante, Ana Paula


De Heitor a 20 de Setembro de 2010 às 04:03
profundis . Como diz o ditado: Mais vale isso que uma costela partida! Andar sempre a cavar a cova, esta cada vez está mais funda. Pode acontecer esmurenarem-se as paredes, e lá vai o herói. O fundo depois de visto é sempre igual, se a luz nos acompanha e podemos regressar à vida (Ressurreição) ou sem luz nos perdemos nas trevas (Não digo!).
Regressar à vida. Deixar de ser espectador para ser actor. É isso que a vida de nós espera. Não há mais buracos a cavar, resta viver integralmente.


De concha a 24 de Setembro de 2010 às 21:54
Leio-a com regularidade e confesso que gosto da sua frontalidade aliada a uma vivacidade que não será de certo uma imobilização forçada que irá alterar.
Desejo-lhe sinceramente uma recuperação rápida, porque a vida se faz no dia a dia e de preferência com ânimo para que seja uma vida feliz .
As questões ,nunca saberemos de todo as respostas, acho até que nem uma pequena aproximação.
Mesmo com aquelas lágrimas que fazem por vezes repensar a vida, seja feliz.


De Carla Matilde a 29 de Outubro de 2010 às 18:43
Cara Luísa,
Espero que por esta altura já se encontre de melhor saúde e que essa introspecção comece a dar os seus frutos! Todos nós temos momentos na vida em que nos damos ao recolhimento e à intospecção! São momentos de balanço, em que pesamos o que de bom temos feito e vivido e também o que de menos bom nos tem acontecido ou fracassos por que temos passado. Importante é manter a fé nos nossos valores e orgulharmo-nos de sermos quem somos! Afinal, tudo acontece com um propósito; nem sempre é visível, cabe-nos a nós tirar partido da situação e dela guardar uma agradável recordação ou uma aprendizagem! Ou não fossemos os grandes actores no palco da vida!
Já agora aproveito para lhe dizer que com gosto li "Não digas a ninguèm". Confesso que estava à espera de outro tipo de romance, mais à semelhança do que fez com "Alma" (vais mais de encontro aos meus gostos literários). No entanto, fiquei agradavelmente satisfeita com a leitura. A verdadeira novela dos nossos dias, contada sem "papas na língua", muito actual e sem receio da censura. Fico a aguardar o terceiro romance :)

Um abraço
Carla Matilde


De Pedro duarte a 31 de Janeiro de 2011 às 17:36
Gosto da sua atitude... e gostei muito de si no programa do Herman2011.


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