Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Patricia Costa disse sobre A Amizade no Domingo, 27 de Novembro de 2011 às 21:23
 

 

     

ola luisa, tudobem? Eu sou a patricia costa sua fa depois de ler o seu livro (alma) . acabei de ver o programa na sic mulher, e se ja a admirava... fiquei a ama la:) quanto ao comentario sobre a amizade ...eu devo ser... um ser muito diferente, pois nao tenho uma verdadeira amiga do qual eu possa me abrir e confiar...pois ja tive grandes desilusoes e isso me faz afastar e ser muito critica acerca de meus conhecidos ...tenho me afastado de todos pois acho tudo muito forcado...pois existe uma grande disputa de materialismo ,ver quem tem mais ...as vezes gostava de ser diferente ignorar isso tudo..mas nao consigo ...acho tudo tao falso ...mas no fundo eu gostava de ter alguns amigos e me divertir...e triste ...as vezes chego a pensar que estou perdendo a vida com mesquices ...mas quando me reuno com alguns nao me identifico ...acho que o melhor de tudo na minha vida e a familia...e o meu amor (o alvaro) ...meu confidente e meu amigo ... E vou fiquando por aqui pois se me coloco a escrever ainda a minha curta vida da um livro....rssssssssssss uma frase que me marcou dita por si foi (que se achava feia ) que e exactamente o que sinto ...obrigado luisa por existir.

 

Patrícia,

O que é isto? Será que anda a viver a minha vida ou eu roubei-lhe a sua?

Mas pelas suas palavras vejo que é muito mais nova do que eu por isso vou dar-lhe um conselho, porque é fácil detectar a solução dos outros e tão difícil aplica-la a nós mesmos!

Tente baixar os seus padrões e exigencia. Não a vão conduzir a bom porto, posso garantir-lhe.

As pessoas que conheço falam das suas amizades e eu fico calada.

Tenho duas amigas verdadeiras. Uma conheci-a quando  tínhamos catorze anos e a outra por acaso é minha Tia.

Mas se eu fosse capaz, se eu voltasse atrás, lá estou eu a viver o meu passado, teria exigido menos dos outros. Teria aceite as conversas sem qualquer interesse para mim. Enfim, teria representado mais vezes e durante mais tempo que era igual aos outros.

Porque ser assim, ser diferente é difícil e solitário.

Mas se houve algo que apreendi  ao longo da vida, é que existem muito mais pessoas como nós. E em muitos comentários que não  publico troco correspondência assídua com muitas que tal como a Patrícia e eu ,  são cartas fora do baralho.

Abra um nesga do seu coração a essa hipótese.

Um beijo grande,

Luísa

 

 

 



publicado por Luísa Castel-Branco às 14:27
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