Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
Ter Fé!
 
 

Estes Natal e final de ano não serão fáceis para os portugueses.
É agora mais do que alguma vez o foi, necessário ter Fé. E não falo em termos religiosos, mas sim um outro tipo de Fé.

Fé como sinonimo de esperança, de perseverança, de acreditar que haverá um futuro melhor.
Por uma vez devíamos olhar todos para esta quadra como o fazem as crianças, de coração aberto, na expectativa e também na certeza que temos de que seja o que for que uma criança receba, vai exultar de e alegria.

Quando um ano termina penso sempre naqueles que amei e já partiram.
E claro, como todos, os meus votos para o próximo ano são sempre dedicados em primeiro lugar aos meus filhos e netos.

É assim porque amar é não esquecer quem partiu e querer mais para aqueles que amamos do que para nós mesmos.
Mas este ano temos que abraçar no nosso coração tanta gente que passa por dificuldades, tantos que estão sós.

E para além da inter-ajuda, somos obrigados a olhar em frente e levantar a cabeça e dizer para nós mesmos: Eu vou ser capaz!
Capaz de ser positivo, capaz de estar presente quando os outros precisam, capaz ter um ombro amigo e disponível.

Capaz principalmente de negar este pessimismo tão português, este fado que nos persegue e nos faz olhar a vida com um peso nos ombros.
Agora este peso é real.
E por isso é urgente recordarmo-nos que já passámos por outros momentos difíceis e ainda aqui estamos. E relatar aos nossos filhos e netos essa experiência de vida que possuímos porque a mesma lhes dará forças para o futuro.
É ai que reside o amor.

 

In Destak

19 | 12 | 2011 


publicado por Luísa Castel-Branco às 08:27
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Patricia Costa disse sobre A Amizade no Domingo, 27 de Novembro de 2011 às 21:23
 

 

     

ola luisa, tudobem? Eu sou a patricia costa sua fa depois de ler o seu livro (alma) . acabei de ver o programa na sic mulher, e se ja a admirava... fiquei a ama la:) quanto ao comentario sobre a amizade ...eu devo ser... um ser muito diferente, pois nao tenho uma verdadeira amiga do qual eu possa me abrir e confiar...pois ja tive grandes desilusoes e isso me faz afastar e ser muito critica acerca de meus conhecidos ...tenho me afastado de todos pois acho tudo muito forcado...pois existe uma grande disputa de materialismo ,ver quem tem mais ...as vezes gostava de ser diferente ignorar isso tudo..mas nao consigo ...acho tudo tao falso ...mas no fundo eu gostava de ter alguns amigos e me divertir...e triste ...as vezes chego a pensar que estou perdendo a vida com mesquices ...mas quando me reuno com alguns nao me identifico ...acho que o melhor de tudo na minha vida e a familia...e o meu amor (o alvaro) ...meu confidente e meu amigo ... E vou fiquando por aqui pois se me coloco a escrever ainda a minha curta vida da um livro....rssssssssssss uma frase que me marcou dita por si foi (que se achava feia ) que e exactamente o que sinto ...obrigado luisa por existir.

 

Patrícia,

O que é isto? Será que anda a viver a minha vida ou eu roubei-lhe a sua?

Mas pelas suas palavras vejo que é muito mais nova do que eu por isso vou dar-lhe um conselho, porque é fácil detectar a solução dos outros e tão difícil aplica-la a nós mesmos!

Tente baixar os seus padrões e exigencia. Não a vão conduzir a bom porto, posso garantir-lhe.

As pessoas que conheço falam das suas amizades e eu fico calada.

Tenho duas amigas verdadeiras. Uma conheci-a quando  tínhamos catorze anos e a outra por acaso é minha Tia.

Mas se eu fosse capaz, se eu voltasse atrás, lá estou eu a viver o meu passado, teria exigido menos dos outros. Teria aceite as conversas sem qualquer interesse para mim. Enfim, teria representado mais vezes e durante mais tempo que era igual aos outros.

Porque ser assim, ser diferente é difícil e solitário.

Mas se houve algo que apreendi  ao longo da vida, é que existem muito mais pessoas como nós. E em muitos comentários que não  publico troco correspondência assídua com muitas que tal como a Patrícia e eu ,  são cartas fora do baralho.

Abra um nesga do seu coração a essa hipótese.

Um beijo grande,

Luísa

 

 

 



publicado por Luísa Castel-Branco às 14:27
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Isabel disse sobre Em Nome do Filho na Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011 às 12:21
 

 

     

Subitamente não foi preciso esperar pelo Natal. A oportunidade de ler o seu livro sugiu pela mão de uma amiga a quem eu manifestava a minha intenção: eu já o tenho e empresto-o!! Palavras mágicas! No dia seguinte lá nos encontrámos na nossa rotina dos transportes e lá vinha num saquinho o mais desejado. Forrei-o com papel branco para não sujar a capa e nesse mesmo dia no regresso a casa comecei a ler. A viagem foi curta mas após o jantar instalei-me no meu sofá, pus os óculos, e tal como em Alma, fui devorando as páginas até que o sono e o bom senso decidiu que já era tarde e o despertador não se calaria espontaneamente de manhã. Durante esse dia não tive oportunidade de lhe pegar, mas à noite retomei a minha leitura e só o larguei quando li a última linha. Mais uma vez fiquei agarrada à sua forma de escrever, à sua capacidade de transmitir os sentimentos de uma forma tão clara mas tão intensa que me arrebata e me impele a continuar a leitura. É lógico que quando termino fico com pena porque quero sempre mais mas fiquei com o meu coração e o meu espírito prenchido. Parabéns e aviso já que fico à espera do próximo

   
 
Ah Isabel! tão bom, tão bom ler as suas palavras. A insegurança que sinto, e que sei que é partilhada por gente muito melhor do que eu, após o livro deixar as minhas mãos e partir para as livrarias e depois para as vossas mãos é tão grande!
Sinto sempre que podia ter feito melhor, que podia ter conseguido alcançar mais.
Mas "Em Nome do Filho" já não me pertence e eu sinto tal como nos outros romances que escrevi, que essas personagens existem e andam por ai e eu rezo para que encontrem o seu caminho e principalmente a paz.
Um grande, grande muito obrigada para si.
Luísa

 



publicado por Luísa Castel-Branco às 14:15
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ERA UMA VEZ disse sobre A Amizade na Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011 às 15:54:
     

 

Cara Luisa

Ando nestas coisas das "bloguices" há poucos meses.
Lembro-me que "na minha primeira vez" procurei por si e fiquei desanimada, ou não encontrei nada ou era tudo antiguinho.

Ontem não sei o que me deu e procurei de novo. Ah Ah, cá está ela...e vou ter oportunidade de conversar, se, claro estiver para aí virada, pois que tem muito que fazer, eu sei, pois ele é o livro, os artigos, a tv, e os maravilhosos cachecois quentinhos, que há serões em que nada é tão preguiçosamente delicioso como um suave e eterno tricot, então não é?

Cara Luisa, desculpe a informalidade... QUERO VOLTAR em breve para lhe falar do seu livro ALMA, a "maior" surpresa literária dos últimos tempos...
Posso?

Até lá, tudo de bom.
Um tímido abraço
   
 
 


Pois minha cara ERA UMA VEZ, infelizmente a falta da minha presença aqui no meu blog é quase proporcional à minha falta de presença na vida.

Já devia ter apreendido que uma vez acabado um romance fica um buraco no estômago mas desta vez o dito  buraco no estômago juntou-se a um  buraco na alma e a um enorme sentimento de culpa.

Porque ando assim? Porque me perco nos dias a olhar o vazio e a sentir-me tão vazia? Não sei. Não sei e tenho o dito sentimento de culpa porque estamos a atravessar uma fase tão dificil  para todos que as minhas dores de alma não têm direito a existir.

Acordo de manha e digo para mim mesma: Os meus filhos e os meus netos estão bem, têm saúde e tudo o resto não pode ter importância.

Mas tem.

Talvez seja a idade. Não sei mas ontem dei comigo a pensar que para sobrevivermos ao passar dos anos, talvez devêssemos deixar cair as má memórias como certos animais deixam cair as escamas ou as penas e se renovam.

Eu, pelo contrario, deu-me agora para olhar para trás, para estes 57 anos percorridos e passar dias seguidos a ver clara e nitidamente  o que fiz de errado, por onde devia ter ido e não fui, sei lá, parvoíces.

Talvez seja também o Natal, quando as saudades dos que já partiram e dos outros, que estão vivos mas é o mesmo que não estarem, tudo se torna mais pungente.

Estou para aqui a divagar, e a verdade nua e crua é que quando atravesso uma fase assim, não consigo fazer o mínimo trabalho que suavize os dias, nem os ditos cachecóis bem quentinhos.

Creio que em quase 15 anos esta é a primeira vez que não vou fazer os presentes de Natal.

Agradeço a sua mensagem por me obrigar a abanar-me a mim mesma.

Peço desculpa pela ausência.

Peço desculpa pelo ataque de estupidez que já dura há demasiado tempo.

E claro, sempre que quiser volte que eu...ia dizer prometo mas não, digo antes, que eu vou tentar vir aqui e despejar a Alma.

Um abraço,

Luísa



publicado por Luísa Castel-Branco às 13:53
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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011
A Amizade

 

14 | 11 | 2011 
 

Há muito tempo que vimos adulterando o significado da palavra Amizade. Hoje conundimo-la com as pessoas que conhecemos, e nada mais.
Contudo, a Amizade é um sentimento tão forte e poderoso como o Amor.

Um amigo é alguém que nos conhece e aceita como somos na realidade, com todos os nossos defeitos. Alguém que está à distancia de um telefonema, a qualquer hora, a qualquer momento. Alguém que nos diz a verdade, que nos abana e ao mesmo tempo está sempre disponível para nos aconchegar. A Amizade não conhece inveja, mesquinhez. Não guarda rancor nem segredos.
Por isso mesmo, a Amizade é um bem maior do que o Amor. Não existe contabilidade na Amizade, eu dei e tu não, nada disso.

Nestes momentos tão difíceis que estamos a passar, e perante um futuro próximo que não augura boas noticias, talvez nunca tenha sido tão necessário, tão importante ter um Amigo.
Porque mesmo quando fingimos que não sabemos, a verdade é que cada um de nós sabe exactamente quem é essa, ou com sorte, essas pessoas com quem podemos contar até ao fim da nossa vida.

Também todos temos a nossa parte de desilusões. De certezas que possuíamos sobre o outro e de repente nos deparamos com a morte daquilo que era uma Amizade.
E se o tempo tudo cura, não conheço cura ou remédio para esta dor.
Contudo, quem no final deste penoso caminho que estamos a percorrer, onde a crise financeira se mistura com a ausência de valores e de sonhos, quem no final estiver ao nosso lado saberá honrar a palavra Amizade. Que sejamos nós capazes de fazer o mesmo.

 

in Destak

14 | 11 | 2011 


publicado por Luísa Castel-Branco às 10:27
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
Em Nome do Filho

Peço desculpas pela ousadia de publicar estes comentários sobre o meu novo romance. Mas quem lê os restantes comentários que vou colocando nesta página, com um atraso vergonhoso, reconheço, sabe quantas palavras de apreço e carinho tenho recebido de leitoras e leitores dos meus livros.

Mas este romance que saiu agora é como um filho que ainda não aprendeu a gatinhar. É assim que eu me sinto e por isso mesmo recebi com tanto prazer e um arrepio na espinha os posts que publico.

Um grande, grande muito obrigada.

Do fundo do coração porque agora "Em nome do Filho" já não me pertence. Anda por ai nas mãos dos leitores, ou posado numa mesa de cabeceira ou simplesmente em exposição numa qualquer livraria.

Cada livro que escrevemos é como darmos uma parte de nós. Que depois, tal como os filhos, voa livre e  se tivermos sorte e engenho ira tocar a vida de muitas pessoas.

Um abraço,

Luísa



publicado por Luísa Castel-Branco às 14:47
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...
 
Magda Magalhães disse sobre Em Nome do Filho na Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011 às 15:37:

     
Comecei a ler este fantástico livro no sábado à tarde... fiz o jantar e continuei a lê-lo... domingo à tarde... estáva devorado :-)


publicado por Luísa Castel-Branco às 14:45
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...
Os meus pensamentos... disse sobre Em Nome do Filho na Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011 às 07:42:

 

     
Já li "Em nome do filho", mais uma vez devorei um livro seu, este com especial sabor, pois revejo-me em cada palavra da primeira parte do seu livro, sou a mais nova de 5 irmãos, família muito unida na alegria e na tristeza, onde reina a entreajuda, em cada paragrafo sentia-me com mais vontade para devorar este livro, chorei, ri de alegria, enfim, vivi cada momento. Um bem haja à Luísa pela sua escrita, pelo amor que transmite em cada romance, só alguém com um grande coração cheio de amor e alegria pela vida é que consegue passar para a escrita esses mesmos sentimentos. Obrigada.
Já espero ansiosamente pelo próximo.
Beijo
Sandra Mel


publicado por Luísa Castel-Branco às 14:43
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Sábado, 22 de Outubro de 2011
Em Nome do Filho

 

 

Há quatro dias que ando a tentar colocar aqui a capa do meu novo livro. Mas a minha incompetência e grande demais.

Veio por email e portanto....desisto! Não sei mesmo como o fazer.

Mas aqui estou eu, mais uma noite de  insónia, faltam apenas dois dias para o lançamento e é com a maior vergonha que vos confesso que o meu estado é de pânico.

Quando acabei este novo romance pensei, óptimo desta vez vai ser mais calmo, mais fácil.

Mentira! Até me senti confortavel durante quarenta e oito horas no maximo e depois, zás!

Primeiro vem aquilo que é um verdadeiro acto de contrição que é a revisão do texto.

Se não fosse o pessoal da Editora e não havia livro! Começo a ler e tenho ânsias de marcar com o lápis folha após folha: retirar

Depois das revisões é o compasso de espera. Dá-me ânsias de fazer mil e uma coisa mas noite após noite "Elas" continuam dentro da minha cabeça, as personagens, à espera.

E eu preciso urgentemente de me ver livre delas!

Quero partir novamente para esse mundo maravilhoso onde vozes e sombras e luz e o desconhecido enche a minha cabeça e a minha alma e começo a escrever na memória coisas sem nexo que depois por milagre se encadeiam umas nas outras e ganham vida.

E ai parto eu para nova aventura!

Esta fase, a apresentação do livro é a pior de todas.

Que tenho eu a dizer sobre o que fiz?

Que podia e devia ser muito melhor?

Não tomem isto como falsa modéstia, estou a ser completamente verdadeira como é habito neste nicho que partilho convosco.

"EM NOME DO FILHO" é este o titulo. E por uma vez o titulo apareceu-me logo de inicio, ainda eu observava as várias vozes que me chegavam.

 

Há dias vi na RTP1 uma entrevista com Lobo Antunes.

E chorei porque quando ele diz alguém faz a minha mão escrever que não eu, e que as historias vêem ter connosco e não o contrário, entre tantas outras afirmações, senti-me muito menos anormal.

 

Segunda dia 24.10, ás 20h00 na Bertrand do Chiado lá estarei e convido-vos a todos.

 

Um abraço, um forte abraço.

 

Luísa

 

P.S.

Publiquei os comentários com um enorme atraso mas não há mesmo coincidências. As mensagens que recebi sobre os meus outros romances foram um bálsamo preciso neste momento. A todos, muito obrigada.



publicado por Luísa Castel-Branco às 07:49
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011
Parabéns queridos!

 Um ano! 365 dias faz hoje exactamente que ele nasceu. Parece que foi ontem. E, contudo, ele está enorme. E aquele riso gutural, que sempre faz quando gosta de alguma coisa, da comida ao colo, e gatinha a uma velocidade enorme e depois pára de repente e olha para trás, com um sorriso malandro no rosto. Ao olhá-lo deparo-me com os traços nítidos de outro bebé, há muito tempo. O sangue fala forte e é fascinante esta coisa da genética e do que trazemos inscrito dentro de nós. Há algo de mágico em ser avó, tão diferente de ser Mãe, mas tão estranhamente poderoso. Como se o amor tivesse muitas faces, mais do que a lua, como se o coração pudesse guardar para todo o sempre cada riso, expressão e lágrima. E a par das memórias tão nítidas dos nossos filhos vêm depois as dos netos, e encaixam-se na perfeição. É isto a vida. Os novos que chegam para construir o futuro, os nossos filhos agora gente crescida com as preocupações que tivemos, enfim, como se fosse uma roda gigante que se move sem parar. Faz hoje um ano eu sorria para não chorar. Uma Mãe não deixa de o ser porque é a sua filha que ali está, portas adentro, a trazer ao mundo um novo ser. Depois, precisamos de vê-los a ambos, Mãe e filho, tocá-los, e só então descansamos. Mas é um descanso pequenino, eu sei. Enquanto vivermos estaremos sempre preocupados, tementes do destino. Mas é isso o amor. E este amor, por uma filha, por um filho, pelos netos, é o mais puro de todos.

 

in Destak 11 | 10 | 2011


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publicado por Luísa Castel-Branco às 10:00
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