Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
VIOLÊNCIA NO NAMORO - Leiam que é importante
 
 
25% das jovens são vítimas de agressões
 

Uma em cada quatro relações de namoro na adolescência é marcada por episódios de violência, revela um estudo da Universidade do Minho. À Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) chegaram este ano denúncias de meninas de 11 anos.

"Insultos, estaladas, gritos, atirar e partir objectos, impedir ou controlar contactos com outros" são os actos mais relatados na tese de doutoramento sobre violência no namoro da psicóloga Sónia Caridade.

De acordo com a investigadora da Universidade do Minho (UM), "25,4 por cento dos jovens foram vítimas, pelo menos uma vez, de um acto violento na relação".

O estudo abrangeu 4.667 jovens entre os 13 e os 29 anos, mas à APAV já chegaram dois pedidos de apoio de crianças de 11 anos. No primeiro semestre de 2008, a associação recebeu seis denúncias, todas de raparigas, entre os 11 e os 17 anos.

Um número "muito aquém da realidade, já que se trata apenas de quem decide fazer queixa", explicou à Lusa Rosa Saavedra, responsável da APAV. Destas seis vítimas, apenas duas mantinham ainda um relacionamento amoroso quando foram alvo de maus-tratos. A maioria queixou-se de agressões emocionais, a principal forma de violência no namoro.

De acordo com o estudo da UM, um em cada cinco jovens reconheceu ter sido vítima de comportamentos emocionalmente abusivos, apesar de a maioria "não perceber esta forma de violência como inadequada", lembra Carla Machado, orientadora da tese. Actos de controlo por parte do companheiro ainda são vistos como manifestações de ciúme e confundidos com "provas de amor".

Muitas vezes, a noção de gravidade do acto está condicionada a ocorrer ou não num local público, explica Carla Machado: "Os insultos são tomados como uma brincadeira, mesmo sendo muito humilhantes e recorrentes. Mas quando acontecem em frente a outras pessoas passam a ser mais valorizadas".

Segundo as investigadoras, também os comportamentos físicos abusivos são muitas vezes desculpabilizados. "Não quer dizer que eles os percebam como correctos mas não lhes atribuem grande gravidade ou valoração", lamentou Carla Machado. O estudo revela existirem "18 por cento de jovens vítimas deste crime", lembrou Sónia Caridade.

Já quando se fala em "murros, sovas e pontapés e ameaças com armas, todos os jovens percebem que isto é inadequado", lembrou a orientadora do estudo que detectou existirem 6,7 por cento de jovens alvo destes comportamentos.

 

 In Destak 21 | 11 | 2008  



publicado por Luísa Castel-Branco às 16:11
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
nisca01 disse sobre Vamos falar de violência?
 na Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008 às 21:22:
     

 

A violência é um acto cada vez mais activo e comum nesta sociedade cada vez mais cheia de hipocrisia e maldade.
Dou comigo muitas vezes a pensar se é num mundo assim em que queremos viver, se os nossos filhos serão pessoas sociáveis e pacificas num futuro não muito distante.
E nós? Seremos capazes de aguentar tanta miséria neste mundo cada vez mais cheio de podridão?

 

 

 

 

Precisamos de uma revolução de sentimentos e princípios, de civismo e respeito pelos outros e por nós próprios. Talvez esta grande mudança possa ser feita por cada um de nós , no seu próprio  lar.

Sei que não é fácil. Eduquei 3 filhos sozinha e não tem conta as vezes que ouvi "mas a mãe dele/a deixa !".

É muito mais fácil dizer sim. Mas se batalharmos no Não quando faz sentido, mesmo que todos os outros actuem de foram diferente, vale a pena.

Hoje já posso dizer que valeu a pena.



publicado por Luísa Castel-Branco às 10:55
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008
Vamos falar de violência?
 

Mas qual violência?

A dos roubos a caixas multibanco, a bancos, ourivesarias, todo o tipo de comércio por grupos profissionais (pelo menos assim parecem) encapuçados e com armas de canos serrados? Ou a violência do assalto a particulares, a velhos, a jovens, a pessoas que estão dentro de suas casas e de repente são sequestradas? Ou o carkjacking que faz com que nos assemelhemos a uma qualquer cidade brasileira? E os bandos de jovens que amedrontam os passageiros dos comboios, metro ou autocarros a qualquer hora do dia? E os alunos que batem impunemente nos professores, e os pais dos alunos que batem nos professores? E as mulheres assassinadas, vítimas de violência doméstica cujo número de mortes até Agosto ultrapassou o de 2007?

Claro que existem ainda outros tipos de violência. Os recibos verdes que conduzem qualquer trabalhador em qualquer profissão ao medo constante do desemprego, de despedimento sem justificação. As reformas compulsivas de homens e mulheres com cinquenta anos, na melhor fase da sua vida, naquele momento em que são mais valiosos à sociedade porque têm memória, passaram por muito para alcançaram o que lhes é retirado sem apelo nem agravo.

Se vamos falar de violência, então temos que gritar em nome de tantas crianças maltratadas, por exemplo aquelas que vemos em cada semáforo ao colo de uma mulher que tinha bom corpo para trabalhar mas ali anda, impunemente com bebés ao frio. As crianças violadas e os milhares de crianças que crescem em instituições porque o processo de adopção demora, ou pura e simplesmente não funciona.

Se querem falar de violência, então temos também de falar da violência verbal do simples condutor de qualquer veículo, do colega de trabalho, enfim, uma longa e triste lista.

A conclusão é que chegou o momento de parar e repensar a Nação. E, partidos à parte, tentarmos encontrar uma solução para o futuro dos nossos filhos.

in Destak 07 | 10 | 2008  



publicado por Luísa Castel-Branco às 19:11
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Terça-feira, 15 de Julho de 2008
O mundo está louco!

As imagens surgiram no ecrã. Homens com armas, gente a correr.

Com certeza aquilo passava-se nos Estados Unidos, terra violenta, não havia duvidas. Ou em qualquer outro país que não conhecia a paz como nós.

Foi só quando levantou o som, e ouviu o relato dos acontecimentos que percebeu que aquilo era em Portugal, mais propriamente em... Loures? Mas então, era ali bem perto da sua casa! Impossível, isto não acontecia em Portugal.

Ao jantar, sentou-se agarrada às notícias para saber mais. Não que percebesse muito bem o que aqueles senhores diziam mas as imagens encheram-na de tal medo que nessa noite, as suas janelas ficaram todas trancadas.

No outro dia seguiu a história. E foi com espanto que ouviu a notícia que dois jovens de 22 anos tinham sido mandados para casa e, sobre os outros, nada.

Mas agora podia comprar-se armas? Andar a disparar pelas ruas? E ninguém vai preso?

Ela não percebia nada. Aliás, cada dia se sentia mais velha, mais desorientada e assustada.

O mundo não o reconhecia, e o seu mundo reduzia-se a duas ruas, uma ida ao super, outra à farmácia, conversas com algumas vizinhas e pouco mais.

Doíam-lhe as pernas e era cada vez mais difícil descer as escadas. Estava só, os seus 76 anos eram unicamente povoados por lembranças e uma tristeza pequenina, tão pequenina como a sua reforma que não lhe permitia comprar todos os medicamentos.

 

 
 in Destak 15 | 07 | 2008  


publicado por Luísa Castel-Branco às 09:41
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