Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Luísa Castel-Branco

Proibições

Luísa Castel-Branco, 14.12.07

O tabaco faz mal. O tabaco mata. Por acaso, a poluição dos grandes centros urbanos não. E o tipo de alimentação que os portugueses fazem é excelente para a saúde: gorduras em excesso, sal em excesso, etc.

Por acaso, o álcool não faz mal. Nem mata. Nem é responsável por inúmeros acidentes de automóveis com o inacreditável número de vítimas.

E outra coisa que não faz mal nenhum é a venda de shots a miúdos de 12 e 13 anos aos olhos de todos. Sabem o número de comas alcoólicos por fim-de-semana só na Grande Lisboa? E a idade dos pequenos?

Quanto à droga, é coisa para nos levar a ter muita peninha de quem padece do mal. Pois. E qualquer pessoa que ande a pé no Bairro Alto sabe bem quantas vezes lhe é oferecida a panóplia completa, tipo "droga a la carte", é só escolher.

As discotecas em Lisboa fecham a água das casas de banho para os meninos e meninas serem obrigados a pagarem a dita, porque o ecstasy dá uma sede dos diabos. Pois, mas o importante mesmo é proibirem o tabaco!

E a violência nas escolas, na noite, em casa?

Claro que é resultado do tabaco! Logo, uma vez que a nova Lei vai entrar em Janeiro, podemos todos estar mais descansados.

Todos os problemas estão terminados. Como fumadora, tenho consciência que o tabaco me faz mal. Sou maior de idade e se ainda não consegui acabar com o vício, sim, vício, o problema é meu.

Tenho perfeita consciência de que não se fuma numa ambiente com pouco ar e com crianças, ou outras pessoas a quem o tabaco incomode.

Mas recuso-me a aceitar este "politicamente correcto" importado via EUA e que se espalhou pela Europa.

Problema meu? Não sei. Porque talvez o Estado devesse olhar também para os fumadores como pessoas que necessitam de "salas de chuto" em vez de criminosos!

in Destak 11.12.07

10 comentários

Comentar post