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Luísa Castel-Branco

A ameaça do terror

Luísa Castel-Branco, 22.01.08

"O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje que, de acordo com as informações de que dispõe, as últimas informações de ameaças terroristas devem ser «levadas a sério» mas que não há «razões para alarme»". Fonte: Lusa, 21.01.08

Sinceramente, creio que para uma grande maioria dos portugueses, a ideia de um ataque terrorista vem muito depois das preocupações com a segurança no dia-a-dia, principalmente no que respeita aos seus filhos. Mas, demos graças a Deus por isso, mais pela inflação e as prestações a subirem. Porque senão, entramos todos em estado de choque. Para qualquer um de nós que já teve que recorrer às Urgências de um dos hospitais públicos, o panorama é mais do que deprimente, ou assustador: as macas nos corredores, a angústia dos que esperam o atendimento horas a fio.

Ora, se vamos imaginar por segundos, apenas segundos chegam, que efectivamente acontecia um atentado terrorista, quem é que em Portugal, dos hospitais, ao INEM, passando por qualquer um de nós, meros cidadãos, faz a mínima ideia das regras de segurança a aplicar?

Em muitos países europeus, e claro, nos EUA, ensinam-se desde pequeninos formas de actuar em situações similares. O sair ordeiramente na sala de aula, quais as saídas indicadas, etc. O mesmo se aplica para qualquer local de trabalho ou transporte público. E se queremos aferir da boa educação dos costumes dos portugueses, basta andar pela estradas, ou por qualquer rua, de qualquer cidade, para percebermos o quanto umas aulas de civismo seriam uma das penalizações a juntar às multas. Mas tenhamos confiança de que nada de mal nos vai acontecer. Afinal, quem se lembra deste rectângulo à beira mar plantado?

in Destak 22.01.08

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