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Luísa Castel-Branco

A insegurança na educação

Luísa Castel-Branco, 11.03.08

Se na manifestação do passado dia 8 estiveram em Lisboa cerca de 100 mil professores, então significa que aqui se manifestaram dois terços da classe que trabalha em Portugal.

Quantos destes eram pais, quantos eram avós?

Quando falamos do ensino, todos nós, de uma forma ou outra, temos algo que ver com o assunto.

E podemos não saber ou não perceber quais são as políticas que o governo quer implementar.

Mas temos uma noção muito clara do que os nossos filhos, sobrinhos, netos estudam, do que se passa nas escolas, de quanto custam os livros que todos os anos têm que ser comprados, mesmo que eles repitam o ano escolar.

Longe vão os tempos em que o professor era uma referência na nossa vida futura, em que o respeito, que veio substituir o medo que muitos vivemos antes do 25 de Abril, a admiração por aqueles que nos ensinavam ou que instruíam os nossos filhos era uma certeza, e dava-nos segurança.

Não querendo discutir a política para o sector, o que mais me interessa é salientar aqui é o outro lado desta realidade.

A Linha SOS Professores tem recebido um número inacreditável de queixas e pedidos de ajuda de professores agredidos verbal e fisicamente.

Esta é a realidade portuguesa. Independentemente das discussões sobre os métodos de avaliação dos professores, para quando a avaliação dos pais?

O facilitismo que o Estado vem instaurando ao longo dos anos no ensino, é ultrapassado pela incapacidade dos pais em educarem os filhos, e muitas vezes, de eles mesmos saberem respeitar quem os ensina.

in Destak 11.03.08

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