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Luísa Castel-Branco

SOS Professores

Luísa Castel-Branco, 25.03.08

O que fazer perante as imagens que graças ao gozo de mais um jovem imbecil e mal-educado, chegaram até nós?
Ficar surpreendidos? Impossível!

A linha SOS Professor, em funcionamento desde Setembro, recebeu em 5 meses 128 contactos dos quais 39% relatam situações de agressão física, isoladas ou em simultâneo, sendo que 37,2% das agressões partiram dos alunos e 21% dos encarregados de educação. Ainda mais inacreditável é o facto de a maior parte dos casos ocorrer no 1.º ciclo (antiga primária), 31%, seguindo-se o 2.º e 3.º ciclos (25,6%) e o ensino secundário com 15,5% das denúncias.

Quanto às zonas do País, Lisboa lidera com 36%, Porto 26% e Setúbal (13%). Segundo dados do Observatório da Segurança Escolar divulgados no Parlamento, no passado ano lectivo foram contabilizadas 390 agressões a professores na escola e arredores, o que dá uma média diária superior a dois casos tendo em conta que há 180 dias de aulas por ano.

Agora notem: no passado ano lectivo, os professores ingleses foram vítimas de 221 agressões, de acordo com dados da Comissão de Saúde e Segurança do Reino Unido, menos 169 do que em Portugal.

Há apenas um pequeníssimo pormenor a ter em conta: em Portugal, há cerca de 150 mil docentes enquanto nas escolas inglesas trabalham mais de 420 mil!

Volto à minha pergunta, o que fazer? Leio na Net que a Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE) propõe que estas agressões fossem consideradas "crimes públicos", mas tal significa uma alteração legislativa. Afinal há boas notícias! O Governo e a Assembleia podem tornar efectiva a punição a este tipo de comportamentos.

A má notícia é que, contrariamente ao que já acontece na vizinha Espanha, os tribunais ainda não obrigam os encarregados de educação ao pagamento de multas.

É pena. Doutra forma não vamos lá!

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