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Luísa Castel-Branco

Falsos "bons selvagens"

Luísa Castel-Branco, 02.04.08

Uma leitora enviou-me um e-mail perguntando o que pensava eu sobre o caso da pequena Marilu e do alegado assassino ter já cadastro como pedófilo, tendo inclusivamente abusado da filha de cinco anos e continuado a viver com ela.

A leitora mostrava-se indignada e questionava o que se passava no mundo e porquê. Creio que este é o sentimento da maior parte de nós, quando lemos, ou vimos as noticias.
Sabemos que este tipo de perversidade sempre existiu. Será hoje apenas devido à rapidez com que nos chega a informação que temos uma noção mais concreta?
Talvez. Mas a verdade é que entre as múltiplas coisas maravilhosas que o mundo da internet nos trouxe, deixou também lugar a áreas perversas, quando utilizadas por pessoas perversas.

Quando a polícia nos mais diversos países prende centenas de pessoas porque utilizam este meio para aceder à pornografia infantil ou mesmo "comprar" a utilização de menores, é porque efectivamente uma nova fronteira do lado mais repugnante da humanidade veio à superfície.
Quando leio ou ouço as explicações dos especialistas sobre o pobre do predador, que foi abusado em criança e por isso mesmo não é imputável do crime, ou que pelo menos existem circunstâncias atenuantes, fico verdadeiramente chocada.

Podem estar certos, mas a verdade é que não me interessa.
Nem a mim, nem às crianças violadas ou raptadas, nem aos pais destas. O ser humano, e contrariando a ideia do "bom selvagem", é um ser que necessita de regras, punição, limites.

E se errar deve ser penalizado duramente. É ai que a nossa lei, como pelos vistos a da vizinha Espanha, está desajustada a esta nova realidade.

in Destak 1.04.08

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