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Luísa Castel-Branco

Desconhecido disse sobre Vamos falar de violência?

Luísa Castel-Branco, 28.10.08
na Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008 às 10:44:

 

 

 

Ouvi a notícia na rádio...
Poucas horas depois soube que afinal o acidente na auto-estrada que estupidamente colheu a vida duma mulher , não me era alguém desconhecido...e aí senti um arrepio na espinha e reforcei...que pena!
Não eramos própriamente amigas, mas temos amigos em comum, e das poucas vezes que nos cruzámos senti uma enorme simpatia por ela, pois era uma pessoa alegre com um sorriso aberto e sincero...essa é a imagem que ficou!
29 anos , saudável no inicio da vida, mãe solteira duma menina com 6 anos... não é justo acabar assim!
E eu penso a violencia também é isto...

 

 

 

 

Tem toda a razão. E é tão assustador a precaridade da vida, o desperdicio de uma vida inteira. O numero de mortes em acidentes de viação em Portugal é um dos maiores do mundo e quanto a mim é apenas mais um exemplo da falta de educação e civismo em que a sociedade mergulhou.

Eu sei que é uma estupidez mas sempre que oiço uma noticia sobre um acidente grave telefono de imediato aos meus filhos.

Ah! o medo é também uma forma de violência, sem duvida!

 

Importam-se de explicar?

Luísa Castel-Branco, 21.10.08
 
 

“O Presidente da República deverá anunciar para a semana que vai promulgar a Lei do Divórcio, mas “não deixará de esclarecer os portugueses de que a lei é profundamente injusta para as mulheres de mais fracos recursos financeiros e desprotege os filhos do casal”.

Apesar das alterações pontuais, Cavaco Silva continua a achar que esta é uma lei “mal feita, que dificulta a sua aplicação pelos tribunais e fará aumentar a conflitualidade pós-matrimonial”, avança hoje o “Correio da Manhã”, citando uma fonte.

Na mensagem que o Presidente enviou ao Parlamento a fundamentar o veto de Agosto, Cavaco Silva preocupava-se com a emergência de uma visão “contabilística” do matrimónio, decorrente da previsão de “créditos de compensação” para o cônjuge que mais contribuiu para os encargos da vida familiar. A nova lei substitui o divórcio culposo pelo fim unilateral do casamento.” In Publico

Reconheço a minha incapacidade em perceber este assunto. Primeiro a Assembleia vota uma lei que afecta directamente a vida de milhares, sem ter ouvido a sociedade civil, isto é, todos os interessados na matéria.

Culpa nossa que votámos em quem lá está? Certo, mas onde está o debate sobre uma matéria desta importância, próprio de uma sociedade democrática? Agora é o Presidente da Republica que promulga a lei depois de todas as considerações que faz sobre a mesma. Mas então porque não a veta? Alguém nos pode explicar se faz favor?

in Destak 21 | 10

Vamos falar de violência?

Luísa Castel-Branco, 07.10.08
 

Mas qual violência?

A dos roubos a caixas multibanco, a bancos, ourivesarias, todo o tipo de comércio por grupos profissionais (pelo menos assim parecem) encapuçados e com armas de canos serrados? Ou a violência do assalto a particulares, a velhos, a jovens, a pessoas que estão dentro de suas casas e de repente são sequestradas? Ou o carkjacking que faz com que nos assemelhemos a uma qualquer cidade brasileira? E os bandos de jovens que amedrontam os passageiros dos comboios, metro ou autocarros a qualquer hora do dia? E os alunos que batem impunemente nos professores, e os pais dos alunos que batem nos professores? E as mulheres assassinadas, vítimas de violência doméstica cujo número de mortes até Agosto ultrapassou o de 2007?

Claro que existem ainda outros tipos de violência. Os recibos verdes que conduzem qualquer trabalhador em qualquer profissão ao medo constante do desemprego, de despedimento sem justificação. As reformas compulsivas de homens e mulheres com cinquenta anos, na melhor fase da sua vida, naquele momento em que são mais valiosos à sociedade porque têm memória, passaram por muito para alcançaram o que lhes é retirado sem apelo nem agravo.

Se vamos falar de violência, então temos que gritar em nome de tantas crianças maltratadas, por exemplo aquelas que vemos em cada semáforo ao colo de uma mulher que tinha bom corpo para trabalhar mas ali anda, impunemente com bebés ao frio. As crianças violadas e os milhares de crianças que crescem em instituições porque o processo de adopção demora, ou pura e simplesmente não funciona.

Se querem falar de violência, então temos também de falar da violência verbal do simples condutor de qualquer veículo, do colega de trabalho, enfim, uma longa e triste lista.

A conclusão é que chegou o momento de parar e repensar a Nação. E, partidos à parte, tentarmos encontrar uma solução para o futuro dos nossos filhos.

in Destak 07 | 10 | 2008  

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