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Luísa Castel-Branco

Este buraco no estômago!

Luísa Castel-Branco, 28.05.08

Faltam exactamente 4 dias, 100 minutos, 6.000 minutos e 36.000 segundos.

Estou a ser ridícula eu sei, mas venho aqui quando preciso de desabafar ou se quiserem, pôr por palavras os meus medos.

Deveria falar alto, mas já o fiz com quem posso, o que quer dizer com quem está ao meu lado, que os meus filhos, quando lhes falo deste buraco no estômago que sinto com  a proximidade do lançamento do meu livro, riem-se de mim.

Ainda vivem com a certeza de que eu posso fazer tudo. Se calhar foi por eu os ter ensino que os únicos desafios na vida são connosco mesmos e que vale sempre a pena tentar superar o medo e voar.

Depois disto não posso esperar que digam outra coisa a não ser: Vai tudo correr bem.

Aliás, eles nem sequer percebem o que estou a dizer.

E será que o meu companheiro de vida o percebe?

E eu?

Não estou com medo que as pessoas não gostem do meu livro. Claro que preferia que algumas gostassem. Não estou a pensar se vou vender muito ou pouco., Claro que gostava de vender. Não estou em competição com ninguém. Mas não me saem da cabeça as palavras mágicas de Agustina, Lobo Antunes, e muitos mais.

A única forma que tenho de explicar este buraco no estômago é ...que parte de mim ficará para sempre naquelas paginas que vão andar pelas mãos das pessoas e é como se ...parte de mim passasse a ser pertença dessas mesmas pessoas.

A televisão é algo tão descartável, tão instantâneo. A rádio idem.

Mas os livros, ah! esses são aquilo que nunca desaparece, mesmo quando já ninguém se lembra deles a não ser quem escreveu aquelas palavras!

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