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Luísa Castel-Branco

O Amor não é uma doença incurável!

Luísa Castel-Branco, 06.08.08
nanda disse sobre Porquê aceitar o que não nos satisfaz? na Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008 às 14:40:
    

 

 

Cara Luísa, aqui estou, mais uma vez, a "espreitar" o seu blog. Também eu me licenciei, iniciei uma pós-graduação e pelo meio trabalhei a dias para poder ter uma qualidade de vida razoável, dentro das minhas poucas ambições materiais. Tenho dois filhos fantásticos, de 23 e 24 anos, que me apoiam incondicionalmente na relação, conturbada, que alimento há 25 anos. Tenho 44 anos, sou, modéstia à parte, inteligente q.b.b, dona de uma grande sensibilidade, atenta a tudo e a todos. Sou dona de uma personalidade forte, independente, não tenho medo da solidão. De qualquer maneira nunca me consegui libertar de uma relação que já me deu os piores momentos da minha vida. Estou à procura da tal viragem, da que me fará, definitivamente, feliz. Para isso precisava de um emprego estável, apesar de centenas de currículos enviados, que teima em não aparecer.
Talvez queira arranjar desculpas, " o coração tem razões que a mente desconhece". De qualquer forma gostava de incutir força e determinação a todas as que passam por situações complicadas. Talvez, em conjunto, possamos formar um blog, quem sabe?

 

Nanda,

Tive que ler várias vezes o seu post para assimilar as suas palavras.

Eu sinceramente gostava que a Nanda lê-se isto escrito por outra mulher. Uma mulher suficientemente poderosa para ter conseguido educar dois filhos, trabalhar a dias para tirar um curso superior e que diz que afinal tem uma relação miserável há anos!

Já percebeu o quanto esta afirmação, vinda de alguém que se descreve como o faz e que efectivamente deve ser esse ser humano, é um insulto a si mesma?

Por amor de Deus não me venha com a conversa que o coração, etc e tal!

O AMOR NÃO É UMA DOENÇA INCURÁVEL! Irra!

Ao longo da vida conheci mulheres fantásticas e incrivelmente infelizes em nome do amor por algum sujeito que não valia um cabelo delas!

Quando me deparo com uma realidade como a sua tenho vontade de gritar!

A Nanda merece muito, muito mais do que contentar-se em sobreviver.

E garanto-lhe que é mesmo verdade: mais vale só que mal acompanhada!

Imagine-se a si mesma daqui a dez anos, e pense o que poderia ter feito se não estivesse presa a essa relação sem sentido.

Seja verdadeira consigo mesma e lute, afinal, isso é o que tem feito a vida inteira!

Um abraço e volte sempre.

 

Luísa

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