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Luísa Castel-Branco

Como não deixar morrer o romance

Luísa Castel-Branco, 20.08.08

Mariana disse sobre O Feitiço da Lua na Terça-feira, 19 de Agosto de 2008 às 11:15: 
 

Olá querida amiga Luisa, quando me falou no meu Alentejo (sou de Portalegre), vieram-me também a mim memórias da minha juventude, o meu lado romantico veio de novo ao de cimo, sim porque nós queiramos ou não, achamos que o romantismo é para os miudos e só sobrevive na adolescencia depois apaga-se, desvanece-se a vida também nos leva a isso verdade? mas teremos nós culpa por isso acontecer? Deveríamos nós ser sempre uns eternos românticos? Talvez, mas como fazer o romance existir, por exemplo, numa casa com três filhos e outro que trago no ventre a caminho, e com isto ser romantica ? Entende o que quero dizer? Ando numa azáfama todo o dia e á noite estamos mortinhos para cair na cama e dormir o sono dos justos e confesso que o romantismo é coisa que ficou, não extinta, mas que se tem vindo a adiar...mas não o deixemos morrer Luisa. Uma grande beijoka com a minha amizade e admiração.

 

Mariana,

Quem passou por ai sabe bem o quanto é dificil, para não dizer a maior parte do tempo impossivel, criar um ambiente romantico, ou se quiser, espaço para viver o tal romantismo que nos vai na alma.

A rotina é aniquiladora dos sentimentos, das cumplicidades e as crianças então, é como se de repente o nosso mundo começasse e acabasse com eles, com o medo de que algo lhes aconteça, enfim, tudo.

Mas, há sempre um mas, se a relação a dois sobrevive, então para o futuro existem milhares de recordações que nos vão alimentar para o resto da vida.

Na verdade, as mulheres e os homens vivem esta experiência de forma diferente e muitas vezes os nossos parceiros sentem-se afastados do nosso universo de mãe.

A mensagem que gostaria de lhe deixar é apenas uma, se ama e é amada, saboreie cada momento e considere que também isto é intimidade e romantismo.

Um grande beijo para si e para a sua familia e também para o novo membro do clâ.

 

 

 

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