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Luísa Castel-Branco

Preço para a saúde

Luísa Castel-Branco, 04.03.09
 
 

A notícia saiu há dias em alguns jornais. Quase despercebida.

Os idosos deixam de comprar medicamentos por não terem dinheiro. Se pensarmos que esta faixa inclui homens e mulheres a partir dos sessenta anos, temos uma ideia da enorme parte da população nacional de que falamos.

Quanto aos medicamentos, são maioritariamente para a tensão alta, colesterol, doenças coronárias. Estes doentes não tomam medicamentos de vez em quando, têm de o fazer para o resto da vida. E ao interromperem os tratamentos entram em risco de vida. Tenho 54 anos e pertenço a este grupo desde que aos 49 tive um AVC.

Mesmo com os medicamentos que ainda têm comparticipação, tenho que gastar 250 euros todos os meses. Quantas pessoas o podem fazer?

E nem vale a pena falar de casos como a esquizofrenia, cujos medicamentos são muitíssimo caros e a maior parte não convencionados. E acrescento que nada disto tem a ver com a famosa crise que assolou o mundo inteiro. Era exactamente igual antes.

Conclusão: Os portugueses têm que ser ricos para se tratarem convenientemente.

E todos os que descontaram uma vida inteira de trabalho para poderem ter acesso ao Serviço Nacional de Saúde têm razão para se sentirem defraudados. Quanto aos montantes das pensões, basta ler nos jornais as notícias sobre as pensões milionárias dos gestores que continuam a trabalhar para perceber que algo está profundamente errado.

 

in Destak 03 | 03 | 2009  

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