Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Luísa Castel-Branco

Desconhecido disse sobre Pai, que saudades!

Luísa Castel-Branco, 23.05.09

 

 

 

As suas palavras são exactamente as minhas, ao ler o seu texto tenho presente a imagem daquela maldita manhã de domingo à exactamente 20 meses, em que o meu pai partir com 59 anos feitos à 10 dias, vitima dessa doença silenciosa que é o cancro.
Meu pai, queria ter sido egoísta e não te deixar partir, mas não poderia nunca deixar que continuasses a sofrer.
Onde quer que estejas meu pai, sinto que estarás sempre presente na minha vida e à medida que a saudade aumenta amo-te cada vez mais, se é que isso é possível.
Obrigado Luísa por palavras tão certas.

Desconhecida, é realmente uma dor que nunca desaparece de dentro de nós. Toma formas diferentes com o passar dos anos, com a realidade dos dias e a luta que é viver. Mas de repente e sem aviso, é o perfume suave da lavanda, ou um flash que nos atira de repente com imagens de momentos, de odores, de cores ou um simples sorriso ou afago que nos ficou para sempre gravados na pele. É também saber que enquanto amarmos quem partiu, a morte não existe. Um beijo grande e não tenha vergonha de chorar e sofrer. Não peça desculpas a ninguém porque o nó dentro de si a devorará se não fizer o luto até aquele momento, sabe-se lá quando!, em que esse amor repousara para sempre dentro de si.