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Luísa Castel-Branco

Lágrimas de mãe

Luísa Castel-Branco, 23.06.09
 

Ninguém tem a capacidade de nos magoar como um filho.
Não necessita sequer ser por actos, bastam as palavras e omissões.

Desde o primeiro momento em que os pegamos nos braços e olhamos espantadas para aquele milagre que colocamos no universo, até ao último pensamento da nossa vida, eles estão sempre presentes, sempre em primeiro lugar. E é uma viagem maravilhosa mas árdua, em que muitas vezes duvidamos do que fazemos porque não existe um manual de instruções para a forma correcta de educar, e por outro lado, cada filho é diferente do outro e necessita de uma linguagem também diferente. Passamos dos dramas das cabeças partidas no recreio, para num ápice nos preocuparmos com as saídas nocturnas e depois com os filhos deles.

Num simples piscar de olhos cabe a nossa vida inteira, nesta relação de amor incondicional, sem limites e sem fim.
Quando crescem descobrem que sabem tudo. E as asas que lhes demos levam-nos para outras paragens.

Estão cheios de certezas, os nossos filhos. Também já fomos assim quando pensávamos que tínhamos todo o tempo do mundo e podíamos fazer qualquer coisa.

Opinam sobre a nossa vida, sobre tudo como se fossem os únicos detentores da verdade e da sabedoria. Nós, os pais para eles somos velhos desde a primeira vez que nos olharam.

Velhos e cheios de erros.

Quando um filho com uma simples afirmação nos corta o coração, desculpamos de imediato.

É isso mesmo este amor infinito. Mas as palavras ficam para sempre cravadas no nosso coração.

E dói tanto! Uma dor que não passa e nós a fingirmos que está tudo bem.

Se eles soubessem que um dia vão sofrer a mesma dor!

 

in Destak 23 | 06 | 2009  

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