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Luísa Castel-Branco

Maria Basílio disse sobre O sabor doce das palavras na Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Luísa Castel-Branco, 22.07.09
Maria Basílio disse sobre O sabor doce das palavras na Terça-feira, 21 de Julho de 2009 às 20:47:


 

     

 

Terminei agora de ler a sua "Alma misteriosa"... As ideias ainda não estão de todo clarificadas. AMEI o livro. Tudo. Cada página, cada personagem, cada emoção, cada mistério. O meu coração ficou despedaçado com a morte de Alma. Ser de Luz! Indigo ! Verdadeiramente excepcional. Que nunca nada nem ninguém a faça duvidar da capacidade que tem em entrar nas nossas emoções e deixar a sua marca. Enviou uma mensagem fantástica! Também eu tenho 2 mensagens escritas para os meus filhos... guardadas, simplesmente à espera que atinjam a maioridade! Mensagens do amor incondicional de uma mãe que faz suas as palavras de Alma ao seu filho Pedro! Espero apenas poder partilhar com eles a magia da vida! Apreciar cada segundo, cada sorriso, cada abraço, cada livro partilhado até que possam voar e ser ELES PRÓPRIOS.
Fico ansiosa á espera da próxima dádiva, pois quem escreve assim, com alma e coração só poderá ser um "SER de LUZ"!
Seja muito Feliz! Merece-o!

 

 

Maria,
Muito obrigada pelas suas palavras.
Abri o computador para deixar aqui um texto, e deparei-me com o seu comentário.
Não tenho forma de lhe explicar o quanto me sinto não orgulhosa, antes com o coração quente quando quem lê o meu primeiro romance o comenta desta forma.
Não sei o que acontece com as outras pessoas que publicam livros mas comigo, este  livro foi uma experiência tão marcante que ainda hoje sinto falta da Alma e das outras personagens.
Imagine que o texto que eu hoje queria escrever era exactamente sobre livros.
Acabei o meu segundo romance e fiquei exausta, sem vontade alguma de me aproximar das teclas do computador.
Contudo, na minha cabeça novas histórias imergem todos os dias. Como se os longos anos que já passei tivessem colocado num local qualquer escondido dentro de mim, momentos e histórias e cores e perfumes tudo isto à espera que eu os descreva.
Quando acabei este segundo romance, no final chorei. O mesmo aconteceu com a Alma.
Depois é um sentimento de libertação. Quase um ano de noites sobressaltadas com as personagens a falarem dentro da minha cabeça, esta necessidade permanente de me refugiar do mundo e ficar sozinha no silêncio a escrever.
Mas a vida contínua, as contas têm que ser pagar e por isso o acto da escrita é sempre feito à revelia da realidade.
Depois desta euforia vem um sentimento estranho, um misto de vazio e alheamento.
Como se me tivesse despedido de amigos que partiram para sempre, não sei explicar.
A revisão do texto é, aprendi-o com a Alma um processo difícil. É a necessidade de ter um distanciamento em relação ao que escrevemos e ao mesmo o tempo voltar a mergulhar na vida daquelas pessoas que para mim são absurdamente reais.
Estou ansiosa, enervada, amedrontada, enfim, todos os sinónimos que existem quanto à publicação desta minha segunda aventura.
Definitivamente, escrever um livro é retirar um pedaço de nós mesmos e coloca-lo nas mãos dos leitores.
Espero poder ler o seu comentário sobre este segundo fôlego.
Acredito que nunca se é velho demais para concretizar um sonho, e este sempre foi,  depois de ser Mãe, o maior sonho da minha vida.
Um grande abraço.
Luísa
 
 

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