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Luísa Castel-Branco

Ao meu amigo

Luísa Castel-Branco, 22.09.09


 

Fui dar um abraço ao meu amigo Victor de Sousa. Um abraço sentido, de carinho e respeito por alguém que perdeu o ser humano mais importante da sua vida, a mãe. Nunca estamos preparados para a partida daqueles que amamos, e quando esse amor é tão incondicional, todos nos transformamos na criança que um dia fomos, e sentimos aquele medo terrível da solidão, da morte que de repente se transformou em realidade.

Quando me intitulo de amiga do Victor, estou a fazê-lo de forma abusadora. Não temos aquela intimidade dos amigos que se visitam, que partilham os dias. Mas, se a vida me deu algo de extraordinário, uma das experiências mais marcantes foi o facto de aos 46 anos ter começado a trabalhar em TV, sem qualquer expectativa.

Foi através da TV que tive a oportunidade de conhecer pessoas por quem tinha o maior respeito. Conhecer e privar com o Victor foi e é uma bênção para a minha alma. É impressionante a capacidade que este homem tem em ser genuinamente um bom ser humano, bom amigo, intelectualmente fascinante, e de uma humildade total. A sua boa educação é mais do que uma postura de vida, é uma exigência que coloca na forma como trata todos como iguais e merecedores do seu respeito.

O Victor estará sempre lá para quem precisar, e não conheço ninguém, neste mundo tão competitivo, que não tenha apenas boas palavras a dizer sobre ele. Esta grande alma está de luto e não existem palavras que o possam consolar.

Contudo, o Victor sabe que não sofre sozinho. Que são várias as gerações que conhecem o seu trabalho, o seu sorriso, a sua amabilidade.

22 | 09 | 2009  

Fui dar um abraço ao meu amigo Victor de Sousa. Um abraço sentido, de carinho e respeito por alguém que perdeu o ser humano mais importante da sua vida, a mãe. Nunca estamos preparados para a partida daqueles que amamos, e quando esse amor é tão incondicional, todos nos transformamos na criança que um dia fomos, e sentimos aquele medo terrível da solidão, da morte que de repente se transformou em realidade.

Quando me intitulo de amiga do Victor, estou a fazê-lo de forma abusadora. Não temos aquela intimidade dos amigos que se visitam, que partilham os dias. Mas, se a vida me deu algo de extraordinário, uma das experiências mais marcantes foi o facto de aos 46 anos ter começado a trabalhar em TV, sem qualquer expectativa.

Foi através da TV que tive a oportunidade de conhecer pessoas por quem tinha o maior respeito. Conhecer e privar com o Victor foi e é uma bênção para a minha alma. É impressionante a capacidade que este homem tem em ser genuinamente um bom ser humano, bom amigo, intelectualmente fascinante, e de uma humildade total. A sua boa educação é mais do que uma postura de vida, é uma exigência que coloca na forma como trata todos como iguais e merecedores do seu respeito.

O Victor estará sempre lá para quem precisar, e não conheço ninguém, neste mundo tão competitivo, que não tenha apenas boas palavras a dizer sobre ele. Esta grande alma está de luto e não existem palavras que o possam consolar.

Contudo, o Victor sabe que não sofre sozinho. Que são várias as gerações que conhecem o seu trabalho, o seu sorriso, a sua amabilidade.

in Destak 22 | 09 | 2009

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