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Luísa Castel-Branco

Direito de resposta - Maitê Proença

Luísa Castel-Branco, 15.10.09
Maitê Proença pede perdão aos portugueses por carta
 

Depois do vídeo, no qual explica que a peça televisiva que causou forte indignação entre os portugueses não passou de uma 'brincadeira caseira', a actriz e escritora brasileira Maitê Proença, de 51 anos, decidiu reiterar o seu pedido de desculpas através de uma carta escrita para o blog de Patrícia Kogut em que pede 'perdão a quem possa ter ofendido'.

Para quem começou por alegar através da sua página no Twitter que os portugueses não têm sentido de humor e, depois, através de um vídeo, a argumentar que 'o brasileiro é muito brincalhão e que brinca com aquilo pelo qual tem afecto', Maitê parece ter acusado o toque e tenta agora pôr 'água na fervura', após ter desencadeado uma verdadeira onda de contestação na Internet que há muito não se via.

O GNT, o canal que exibiu a peça em Março de 2007 no programa 'Saia Justa', também se viu obrigado a emitir um comunicado em que tenta justiticar o incidente, mas os portugueses não ficaram satisfeitos e continuam a exigir um pedido de desculpas formal por parte da artista nascida em São Paulo.

CARTA DE MAITÊ PROENÇA NA ÍNTEGRA

'Aos portugueses

Antes de mais nada peço perdão a quem possa ter ofendido. Aquele é um video caseiro, artesanal, produzido entre amigos num dia de folga enquanto estive em Portugal em Março de 2007, há dois anos e meio. Excursionei por um mês ao longo do país levando uma peça de teatro de minha autoria, e, à volta da viagem, o vídeo foi exibido no 'Saia Justa', pois este é um programa - em que sou uma das apresentadoras - que compreende o humor; nós ali brincamos com o Papa, com o presidente Lula, com nossas mazelas pessoais. O brasileiro aliás, via de regra é assim, irreverente. Nós brincamos com aquilo pelo que temos carinho.

Tenho um avô português, Augusto Gallo, patrono benfeitor do clube português do Rio de Janeiro, o Clube Ginástico (há no saguão de entrada um busto de bronze figurando meu avô). Pelo lado da mãe tenho o avô Proença. Sou também portuguesa e sinto, que como tal, que posso brincar com os meus. Exatamente como os portugueses fazem ao dizer piadas dos brasileiros.

Aqui um exemplo de como é bom e saudável o humor de mão dupla. Os 'Gatos Fedorentos', queridos, me convidaram para uma sátira às novelas brasileiras - foi naquela mesma época em 2007 - e participei encantada.'

in Correio da Manhã 15-10-2009

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