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Luísa Castel-Branco

A Biblia de Saramago ou o exemplo de uma nova forma de promover a venda de um livro

Luísa Castel-Branco, 19.10.09

 

José Saramago apresentou domingo em Penafiel o seu novo livro, "Caim", onde conta em tom irónico e crítico a história do filho primogénito de Adão e Eva.
Quase duas décadas após o escândalo provocado pela sua obra "O Evangelho segundo Jesus Cristo" (1991), Saramago afirmou, em entrevista à Lusa, que "a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana".
"Na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia, só a hierarquia, e eles não estão para se incomodar com isso. Admito que o livro possa incomodar os judeus, mas isso pouco me importa", disse o Nobel português à Lusa.
Segundo o Velho Testamento, Caim terá sido o filho primogénito de Adão e Eva, que matou Abel, seu irmão mais novo, num acesso de ciúmes, após verificar que Deus mostrara preferência por este.
"Nada disto existiu, está claro, são mitos inventados pelos homens, tal como Deus é uma criação dos homens. Eu limito-me a levantar as pedras e a mostrar esta realidade escondida atrás delas", afirmou o escritor.
In Destak 19.10.09
 
Que sorte que tem José Saramago em ser português, embora preferira viver no estrangeiro, rodeado por luxo e mordomias (que como se compreende não colidem em nada com a sua ideologia comunista).
Se o pobre vivesse num país muçulmano, já tinha uma “fatha” em cima, que é como quem diz, lá se ia a linda praia espanhola e vinham os guarda-costas.
Segundos dados de 2006, a igreja católica e a segunda em número de fiéis com 1 bilhão e cem milhões de fiéis (1,1 bilhão).
A maior religião é o Islã com 1 bilhão e trezentos milhões (1,3 bilhão).
Mas temos que compreender o Senhor e a sua preocupação com as criancinhas e o ensino dos crimes que constam da Bíblia (declarações prestadas hoje às televisões) Porque, como podemos assistir todos os dias, a Bíblia condiciona a sociedade portuguesa, a conduta e a aplicação das leis, não existindo separação entre o que é a fé/religião e a vida publica.
Daí o apedrejamento das mulheres acusadas de adultério, os linchamentos públicos dos impuros ( todos os que desafiam a moral), o rosto coberto das mulheres, essas cidadãos sem quaisquer direitos, dois passos atrás dos donos.
Enfim, tudo aquilo que assistimos diariamente no nosso país, e claro, em todos os outros em que a fé cristã tem um peso relevante.
Parece que a estupides natural caiu sobre Portugal, vinda de todo o lado.
Pensando bem, porque é que não se podem rir de nós os estrangeiros?
 
 
 

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