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Luísa Castel-Branco

Manuel Luís Goucha

Luísa Castel-Branco, 07.01.10

 

05 | 01 | 2010  
A linha que separa o humor da afronta é muito ténue. Seja esse humor dirigido a pessoas, grupos sociais ou a uma nação. Por sorte nossa, vivemos num país pequenino, e se algum cartoonista ou qualquer outro humorista decidir fazer uma rábula a Maomé, não haverá atentados à bomba e outras consequências do mesmo género. Mas a coberto da liberdade de expressão fazem-se insultos gratuitos e ainda por cima quem não acha graça é que está errado.

Vem isto a propósito do que aconteceu no programa 5 para a meia--noite, na RTP2. Se já viram o programa sabem que é um programa onde o humor se mistura com as entrevistas, e muitas vezes o resultado alcançado é bastante interessante. Mas perguntar a um jovem apresentador de televisão quem é a melhor apresentadora e apresentar-lhe três nomes, sendo um deles o de Manuel Luís Goucha, só terá graça para quem escreveu a pergunta e ninguém mais.

Se o ridículo matasse, metade deste país já tinha caído para o lado! Andam para aí todos a discutir se sim ou não ao "casamento" ou "união" dos homossexuais, e depois as mesmas pessoas tão "prá-frente", tão jovens e politicamente correctas, são aquelas que insultam quem se assume, com profunda dignidade como pertencente a essa minoria.

Eu, por mim, estou farta de tantos adolescentes pouco mais que incultos, provenientes de uma geração praticamente analfabeta, criados na arrogância de que ser jovem é poder tudo. Até insultar quem há mais de 20 anos se apresenta diariamente perante todos os portugueses, com o profissionalismo e humanidade que lhe são reconhecidos pelo grande público

in Destak 05 | 01 | 2010

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