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Luísa Castel-Branco

Mil desculpas mas é a vida!

Luísa Castel-Branco, 13.09.10

Tenho a caixa de mensagens do meu email cheia. Tenho dezenas de comentários quer aqui no blog quer no correio electrónico para responder, mas ainda não vai ser desta!

Li já não recordo onde, que a vida é como um fruto que se vai retirando cada camada até encontrar a verdade no caroço.

Ora aqui está uma forma simples de olhar o que nos acontece e tentar não procurar fazer sentdo  da vida.

E será que a vida faz sentido? Será que, como gosto tanto de pensar, tudo acontece por uma razão?

E se não for assim? E se afinal de contas todos os acontecimentos, dores, lágrimas e risos forem puramente aleatórios?

Não faço ideia alguma.

O que sei, é que quanto mais envelheço menos respostas tenho.

Após um mês e duas semanas em imobilização,  o que quer dizer que estando sozinha em casa fiz o mínimo possível e cheia de dores, com uma costela partida, sobrou-me tempo para pensar e repensar.

E acreditem, dei comigo a fazer uma avaliação cruel e fria destes 56 anos de vida, entre lagrimas e também sorrisos das boas memorias.

Para mim que não consigo fazer uma só coisa de cada vez, não poder sequer escrever no computador foi verdadeiramente doloroso.

Mas há muitos, muitos anos que não passava dia após dia totalmente sozinha.

E por isso mesmo, o mergulhar dentro de mim foi mais fácil sem distracções, sem palavras, sem nada.

Qual o compto desta longa introspecção?

Ainda não vos posso dizer,  mas quero acreditar que o que me aconteceu foi por uma razão, e que muito provavelmente essa razão era tão somente obrigar-me a parar e a olhar para a verdade da vida.

O que sinto agora?

Isso fica para depois.

Um abraço a todos.

Luísa

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