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Luísa Castel-Branco

Parabéns queridos!

Luísa Castel-Branco, 13.10.11

 Um ano! 365 dias faz hoje exactamente que ele nasceu. Parece que foi ontem. E, contudo, ele está enorme. E aquele riso gutural, que sempre faz quando gosta de alguma coisa, da comida ao colo, e gatinha a uma velocidade enorme e depois pára de repente e olha para trás, com um sorriso malandro no rosto. Ao olhá-lo deparo-me com os traços nítidos de outro bebé, há muito tempo. O sangue fala forte e é fascinante esta coisa da genética e do que trazemos inscrito dentro de nós. Há algo de mágico em ser avó, tão diferente de ser Mãe, mas tão estranhamente poderoso. Como se o amor tivesse muitas faces, mais do que a lua, como se o coração pudesse guardar para todo o sempre cada riso, expressão e lágrima. E a par das memórias tão nítidas dos nossos filhos vêm depois as dos netos, e encaixam-se na perfeição. É isto a vida. Os novos que chegam para construir o futuro, os nossos filhos agora gente crescida com as preocupações que tivemos, enfim, como se fosse uma roda gigante que se move sem parar. Faz hoje um ano eu sorria para não chorar. Uma Mãe não deixa de o ser porque é a sua filha que ali está, portas adentro, a trazer ao mundo um novo ser. Depois, precisamos de vê-los a ambos, Mãe e filho, tocá-los, e só então descansamos. Mas é um descanso pequenino, eu sei. Enquanto vivermos estaremos sempre preocupados, tementes do destino. Mas é isso o amor. E este amor, por uma filha, por um filho, pelos netos, é o mais puro de todos.

 

in Destak 11 | 10 | 2011

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