ERA UMA VEZ disse sobre A Amizade na Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011 às 15:54:
Ando nestas coisas das "bloguices" há poucos meses.
Lembro-me que "na minha primeira vez" procurei por si e fiquei desanimada, ou não encontrei nada ou era tudo antiguinho.
Ontem não sei o que me deu e procurei de novo. Ah Ah, cá está ela...e vou ter oportunidade de conversar, se, claro estiver para aí virada, pois que tem muito que fazer, eu sei, pois ele é o livro, os artigos, a tv, e os maravilhosos cachecois quentinhos, que há serões em que nada é tão preguiçosamente delicioso como um suave e eterno tricot, então não é?
Cara Luisa, desculpe a informalidade... QUERO VOLTAR em breve para lhe falar do seu livro ALMA, a "maior" surpresa literária dos últimos tempos...
Posso?
Até lá, tudo de bom.
Um tímido abraço
Pois minha cara ERA UMA VEZ, infelizmente a falta da minha presença aqui no meu blog é quase proporcional à minha falta de presença na vida.
Já devia ter apreendido que uma vez acabado um romance fica um buraco no estômago mas desta vez o dito buraco no estômago juntou-se a um buraco na alma e a um enorme sentimento de culpa.
Porque ando assim? Porque me perco nos dias a olhar o vazio e a sentir-me tão vazia? Não sei. Não sei e tenho o dito sentimento de culpa porque estamos a atravessar uma fase tão dificil para todos que as minhas dores de alma não têm direito a existir.
Acordo de manha e digo para mim mesma: Os meus filhos e os meus netos estão bem, têm saúde e tudo o resto não pode ter importância.
Mas tem.
Talvez seja a idade. Não sei mas ontem dei comigo a pensar que para sobrevivermos ao passar dos anos, talvez devêssemos deixar cair as má memórias como certos animais deixam cair as escamas ou as penas e se renovam.
Eu, pelo contrario, deu-me agora para olhar para trás, para estes 57 anos percorridos e passar dias seguidos a ver clara e nitidamente o que fiz de errado, por onde devia ter ido e não fui, sei lá, parvoíces.
Talvez seja também o Natal, quando as saudades dos que já partiram e dos outros, que estão vivos mas é o mesmo que não estarem, tudo se torna mais pungente.
Estou para aqui a divagar, e a verdade nua e crua é que quando atravesso uma fase assim, não consigo fazer o mínimo trabalho que suavize os dias, nem os ditos cachecóis bem quentinhos.
Creio que em quase 15 anos esta é a primeira vez que não vou fazer os presentes de Natal.
Agradeço a sua mensagem por me obrigar a abanar-me a mim mesma.
Peço desculpa pela ausência.
Peço desculpa pelo ataque de estupidez que já dura há demasiado tempo.
E claro, sempre que quiser volte que eu...ia dizer prometo mas não, digo antes, que eu vou tentar vir aqui e despejar a Alma.
Um abraço,
Luísa