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Luísa Castel-Branco

Sintra dos meus olhos

Luísa Castel-Branco, 18.09.06

 Sintra sente-se no corpo e na alma e uma vez conhecida, é como se deixasse as impressões digitais de todas as árvores, todas as pedras, os musgos, as trepadeiras, as fontes recondidas por detrás dos arboredos , o verde, e o verde e o verde, tudo impresso na nossa alma para todo o sempre.

 

Sintra é magia. É a porta mais proxima do cume do mundo, dum mundo que termina quando se chega às portas da cidade, quando o nevoeiro se cerra, nos abraça e tudo e todos desaparecem e ficamos sós, tão sós, tão nus e despojados de tudo, que apenas ali conseguimos perdermo-nos da vida que conhecemos e entrar na porta do sétimo céu.

 

Nada é tão verdadeiro e simultaneamente tão irreal como Sintra.

 

É o local mais lindo e misterioso e majestoso de Portugal.

 

É onde eu gostaria de descansar para sempre, quando o momento chegar.

 

Por favor, espalhem as minhas cinzas no meio das árvores gigantescas e dos arbustos incrivelmente densos e verdes e eu permanecerei para a eternidade na acalmia das neblinas da Avalon portuguesa, de mãos dadas com as fadas,os duendes e todos os seres de luz.

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