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Luísa Castel-Branco

insónias e mais insónias

Luísa Castel-Branco, 03.10.09

Quantas pessoas estaram a esta hora acordadas, não por terem de trabalhar mas sim porque o sono não vem?

Não consigo ficar aqui parada a olhar para a televisão e na verdade, os filmes são normalmente de pessima qualidade e quanto à informação, decidi fazer greve!

Sou viciada em noticiarios, jornais e etc. Mas neste momento, e não devo ser a unica, já não suporto mais as escutas, as provaveis alianças, o aumeno do desemprego, as previsões do FMI e a campanha para as Autarquicas.

Resta-me a musica, agora que a casa adormeceu e finalmente me pertence.

E a escrita, claro, sempre a escrita.

Também confesso que me viciei neste mundo fascinante da net e dou comigo a procurar informações, a pesquisar isto e aquilo e claro, a ver anuncios.

Cada vez durmo menos, e o pouco que durmo é num sono repleto de reuniões, conversas, eu sei lá o quê!

Acordo muitas vezes sem saber se fiz o tal telefonema ou se sonhei!

Enfim, tempos conturbados.

Tempos de mudança e fala só sobre cada um de nós.

É raro conversar com alguém que não esteja numa situação de instabilidade interior, como se o que nos rodeia tenha equiparação com a alma, o coração, as duvidas e incertezas.

Sobra esta musica deliciosa. Rádio Marginal. É o que oiço sempre que posso porque tem uma selecção de temas tão bem conseguida que me apazigua o corpo e a mente.

Sempre que relembrar os meus livros vou recordar a Margingal e esta toada que me embala.

Talvez devessemos criar um meio de comunicarmos uns com  os outros, nós os detentores de insonias e noites de sobressalto.

Até lá, vou escrevendo aqui.